Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Opinião

O poder emana do povo



Nesses dias históricos e decisivos na vida do País, após a Câmara dos Deputados aprovar a instauração do processo de impeachment da presidente da República, diante de todo um clima sociopolítico tenso e incerto, a pergunta que não quer calar é a seguinte, uma vez dado seguimento ao processo: o poder vai para as mãos de quem?

O título deste texto faz referência a Constituição que declara que todo o poder emana do povo, pois o exercício do voto legitima o poder popular, provindo da vontade soberana do povo brasileiro. Ao eleger representantes, se delega autoridade para que, uma vez eleito, de fato, o político represente quem fez com ele tivesse tal autoridade.

O que está em jogo nesse processo é o ajustamento político do Brasil, e a normalização da situação do país, posto que a crise política é a mãe de todas as demais crises que são reflexo direto da sombria instabilidade. Enquanto houver o impasse e interesses que não são os do povo, o condicionamento só tende a piorar e se agravar. Obviamente, quem sofre as consequências é quem tem nas mãos o poder de reverter tudo isso.

Nas ruas existem dois lados: favorável e contra o processo. O problema fundamental não é qual lado tem razão, mas qual lado representa de fato, a voz do Brasil. Diante de ideologias que chegaram ao limite, de interesses comunitários ou pessoais, os lados podem ganhar ou perder adeptos. Daí a problematização ganhar a cena: dada a validação e seguimento favorável ao impeachment, quem assume o cargo mais alto do executivo?

Com efeito, a linha sucessória presidencial, segundo determina a Constituição, no caso atual não é nada favorável, visto que, o vice não representa a esperança desejada de mudança; o presidente da Câmara e o do Senado encontram-se em situação semelhante de risco de perder os direitos políticos.

Se o Brasil discutisse toda votação que acontece na Câmara e no Senado, e se engajasse nas redes sociais e nas ruas, como está acontecendo agora devido a circunstância do momento, seria um passo positivo dentro da própria estrutura social num movimento generalizado que se preocupa e se relaciona diretamente com as decisões importantes da vida do País. Cabe agora ao Senado a decisão. E aí, Senado?

Felipe Augusto Ferreira Feijão

Estudante de Filosofia - FCF

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 25 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Vereadores de Porto Velho “abandonam” pauta e se revezam no bate-boca

Vereadores de Porto Velho “abandonam” pauta e se revezam no bate-boca

Ensina a sabedoria popular que, em casa onde falta pão, todos reclamam e ninguém tem razão. O ditado é uma metáfora para ilustrar que, em momentos d

Brasil: paraíso de corruptos!

Brasil: paraíso de corruptos!

A corrupção atinge qualquer regime político e faz parte da história da humanidade. Porém, é muito pior nas ditaduras, porque a sujeira é jogada para

Nem Deus, nem Pátria, nem Família

Nem Deus, nem Pátria, nem Família

O outro slogan, que contraria o título acima, pode até não ser fascista, mas foi usado por mais de vinte anos por Mussolini e foi criado durante a u

Só discurso não vai resolver o problema da violência

Só discurso não vai resolver o problema da violência

Entra governo, sai governo, repete-se a mesma cantilena demagógica. Logo que o novo secretário de segurança pública assume o posto, anuncia-se o que

Gente de Opinião Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)