Porto Velho (RO) sexta-feira, 23 de agosto de 2019
×
Gente de Opinião

Opinião

O peso do funcionalismo público



O aumento do peso econômico do funcionalismo público no Brasil é um absurdo abissal, um absurdo do tamanho do Brasil.

Já escrevi que os brasileiros são reféns do funcionalismo público, e que se esta situação não for corrigida, ainda penaremos muito. Pelo que observo, não há perspectivas favoráveis num horizonte de curto prazo, e isso é lamentável.

Em 2015, o governo de Dilma Rousseff bateu mais um recorde, e gastou 39,2% de suas receitas com o pagamento de servidores públicos federais. São dados do Ministério do Planejamento que acrescenta ainda, que até o mês de novembro de 2015, o governo federal tinha nos Três Poderes, “apenas” 2.190.000 pessoas em sua folha de pagamento, dos quais 55,3% estão na ativa, 26% estão aposentados e 18,7% são pensionistas.

O total da folha de pagamento, no ano de 2015 foi de R$ 255,3 bilhões de reais, ou 5,3% do PIB.

E, para comprovar que o que está ruim pode piorar, a situação se agravará, pois a recessão econômica tem diminuído substancialmente a arrecadação de tributos e, além disso, em 2015, o governo federal fez acordo de reajuste salarial com cerca de 90% dos servidores do Executivo e a maioria deles assinou acordo com vigência de dois anos e reajuste de 10,8%.

Gente, a crise é muito séria, e o governo federal que deveria trabalhar duro para diminuir os gastos com funcionalismo público, parece não estar nem aí, e continua contratando.

No setor privado o arrocho é forte para reduzir gastos com pessoal e os empresários demitem aos milhares, porém, no setor público há perniciosa mania de considerar irrelevante esta crise que nos assola, e contratam mais servidores, como se dinheiro se obtivesse em árvores, e se fosse época de plena colheita. Loucura!

É um descompasso brutal e irresponsável, onde nosso governo age diametralmente oposto à forma de agir dos países europeus que não hesitaram em diminuir o tamanho do funcionalismo público, por ocasião da crise econômica que enfrentaram em 2008.  Ora, assim fica difícil, não é mesmo?

E os servidores públicos estaduais? As administrações de 11 Estados da Federação estão sem dinheiro em caixa, e passaram a atrasar, ou parcelar, ou escalonar suas folhas de pagamento e tal atitude já afetou mais de 1,5 milhão de servidores.  E a arrecadação dos Estados também vem diminuindo... Então, durma-se com um barulho desses...

Aí você vem querer me convencer que defenestrar Dilma é um golpe? Você está brincando, ou quer que morramos todos abraçados nesta incompetência nefasta e paralisante...

E o rombo das contas do governo federal é muito maior do que se supunha, o que só corrobora para afiançarmos que o impeachment de Dilma foi atitude corretíssima.
 

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 17 de maio de 2016

Mais Sobre Opinião

O bom do silêncio

O bom do silêncio

Bolsonaro disse que não adianta exigir dele a postura de estadista, por que não é estadista.

Meu cargo, minha vida

Meu cargo, minha vida

Bolsonaro se revelou um profundo conhecedor da natureza humana

Cada quadrado no seu quadrado

Cada quadrado no seu quadrado

Os argentinos são como são. E não querem nem aceitam conselhos.

Feliz dia de quem matou os pais!

Feliz dia de quem matou os pais!

Dia em que Suzane von Richthofen e Alexandre Nardoni estão de férias da prisão.