Sexta-feira, 20 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Opinião

O PESO DO FUNCIONALISMO PÚBLICO



João Antonio Pagliosa

O aumento do peso econômico do funcionalismo público no Brasil é um absurdo abissal, um absurdo do tamanho do Brasil.

Já escrevi que os brasileiros são reféns do funcionalismo público, e que se esta situação não for corrigida, ainda penaremos muito. Pelo que observo, não há perspectivas favoráveis num horizonte de curto prazo, e isso é lamentável.

Em 2015, o governo de Dilma Rousseff bateu mais um recorde, e gastou 39,2% de suas receitas com o pagamento de servidores públicos federais. São dados do Ministério do Planejamento que acrescenta ainda, que até o mês de novembro de 2015, o governo federal tinha nos Três Poderes, “apenas” 2.190.000 pessoas em sua folha de pagamento, dos quais 55,3% estão na ativa, 26% estão aposentados e 18,7% são pensionistas.

O total da folha de pagamento, no ano de 2015 foi de R$ 255,3 bilhões de reais, ou 5,3% do PIB.

E, para comprovar que o que está ruim pode piorar, a situação se agravará, pois a recessão econômica tem diminuído substancialmente a arrecadação de tributos e, além disso, em 2015, o governo federal fez acordo de reajuste salarial com cerca de 90% dos servidores do Executivo e a maioria deles assinou acordo com vigência de dois anos e reajuste de 10,8%.

Gente, a crise é muito séria, e o governo federal que deveria trabalhar duro para diminuir os gastos com funcionalismo público, parece não estar nem aí, e continua contratando.

No setor privado o arrocho é forte para reduzir gastos com pessoal e os empresários demitem aos milhares, porém, no setor público há perniciosa mania de considerar irrelevante esta crise que nos assola, e contratam mais servidores, como se dinheiro se obtivesse em árvores, e se fosse época de plena colheita. Loucura!

É um descompasso brutal e irresponsável, onde nosso governo age diametralmente oposto à forma de agir dos países europeus que não hesitaram em diminuir o tamanho do funcionalismo público, por ocasião da crise econômica que enfrentaram em 2008.  Ora, assim fica difícil, não é mesmo?

E os servidores públicos estaduais? As administrações de 11 Estados da Federação estão sem dinheiro em caixa, e passaram a atrasar, ou parcelar, ou escalonar suas folhas de pagamento e tal atitude já afetou mais de 1,5 milhão de servidores.  E a arrecadação dos Estados também vem diminuindo... Então, durma-se com um barulho desses...

Aí você vem querer me convencer que defenestrar Dilma é um golpe? Você está brincando, ou quer que morramos todos abraçados nesta incompetência nefasta e paralisante...

E o rombo das contas do governo federal é muito maior do que se supunha, o que só corrobora para afiançarmos que o impeachment de Dilma foi atitude corretíssima.
 

João Antonio Pagliosa

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

Curitiba, 17 de maio de 2016

Gente de OpiniãoSexta-feira, 20 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Quem se mete com o mundo islâmico apanha

Quem se mete com o mundo islâmico apanha

O grande erro estratégico do Ocidente e o nascimento de uma nova ordem multipolarI. O Ego como Destino: A Herança ProtestanteHá uma linha invisível

Guerra em nome do Satanás

Guerra em nome do Satanás

          Estados Unidos, Israel e Irã estão em guerra já há mais de três semanas! O primeiro é um país majoritariamente cristão, o segundo é judeu

Com medo de serem rifados da disputa eleitoral, Hildon e Moro trocaram de partidos

Com medo de serem rifados da disputa eleitoral, Hildon e Moro trocaram de partidos

O que há em comum entre o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, e o ex-ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro e atual senador pelo es

Para além da sociologia

Para além da sociologia

Os Limites da Análise de Roxana Kreimer e a Exigência de uma Matriz Antropológica IntegralAntónio da Cunha Duarte JustoResumoO presente artigo propõ

Gente de Opinião Sexta-feira, 20 de março de 2026 | Porto Velho (RO)