Sexta-feira, 15 de abril de 2016 - 15h20

Imagem: brasileiros.com.br
Geralmente um muro tem funções e significações de separação e de privatização. Foi assim com o muro de Berlim, que após a segunda guerra, dividiu por anos a Alemanha em duas, gerando sequelas sociais e traumas históricos naquele país. Nesse caso, a divisão cerceava a integração social num sentido de fracionar negativamente, por um ideal desnorteador, a nação alemã.
Infelizmente, ainda nos dias hoje, existem muros que dividem populações, povos, culturas e países. Fronteiras legais, por motivos de segurança e de organização entre os países, de certo modo são necessárias até mesmo por motivos preventivos. Mas o erguimento de um muro simboliza separação, ruptura e divisão. E isso gera entre os países um clima tenso e pesado, ocasionando e gerando nos países envolvidos nessa situação, vontade de ultrapassar e romper tais barreiras representativas.
O Brasil está prestes a assistir o andamento do processo de impeachment do atual governo. O clima político do país é de constante tensão e de instabilidade, o que mostra seu reflexo direto na economia e na estruturação social. Para a votação de domingo próximo na Câmara, que irá encaminhar o processo ao senado com a maioria de votos favoráveis ou não caso não haja maioria necessária, o aparato de segurança em torno e no Congresso está sendo bem preparado.
Para tanto, foi elevado uma espécie de “muro” com o objetivo de separar os manifestantes que são a favor e contra o impeachment. De fato, a função deste muro que lá está é gerar a separação, ou seja, tal condicionamento mostra por si só um país de ideias divididas.
Se por um lado, é salutar que exista a diferença, ainda mais no âmbito de escolhas políticas, por outro lado, a questão em jogo é de primordial importância para a vida do país. E aqui longe de militar com expressões de “impeachment é golpe” ou “impeachment já”, é mais equilibrado e ponderado, não lavar as mãos e ficar em cima do muro, mas analisar o movimento não tendenciosamente e observar qual lado merece e precisa ser adotado.
A geração de eleitores jovens vive um momento ímpar que entrará na história do Brasil, independentemente dos resultados vindouros. Mais do que separação, a união fortalece e gera o convívio necessário que integra e incorpora benefícios num sentido só. Pontes representam bem mais do que muros, e significam exatamente o sentimento de unidade por uma causa. De que lado do muro de Brasília o Brasil está?
Felipe Augusto Ferreira Feijão
Estudante de Filosofia - Faculdade Católica de Fortaleza (FCF)
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