Porto Velho (RO) sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
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O encontro com J.R. Costa


Por Luciana Oliveira - Portugal (*)

Já passava das três da madrugada em Lisboa quando, entre uma cerveja e outra, dedilhei este artigo para falar de J. R. Costa, um artista plástico de Rondônia elogiado não só aqui, mas também em outros importantes países da Europa onde está expondo seu trabalho.
Há pouco deixamos o bar e restaurante "Império dos Sentidos", um entre dezenas que existem no bairro Alto - ao norte do Baixa e do Chiado - sendo este o mais efervescente e atrativo da noite lisboeta onde ele tem o privilégio de apresentar sua exposição em óleo e acrílico sobre tela. O bairro Alto é uma espécie de labirinto cheio de bares e restaurantes com vida noturna agitada. A arte de Rondônia encanta esta região onde se concentra a fórmula perfeita para uma completa diversão: boa comida, boa bebida e boa companhia. Estamos entre amigos rondonienses, com o Oliveira do nosso querido Olaria, a esposa dele, Irene, que trabalhava no Pronto-Socorro João Paulo II e o artista que originou esta boa notícia.

J. R. deixou Porto Velho em 2002, mas trouxe para a Europa a criatividade e ousadia típica dos beradeiros e aperfeiçoou técnicas de pintura que tornaram seu trabalho sofisticado e sedutor. Ele veio como tantos em busca de novos horizontes e oportunidades. Caso seu talento rompa a barreira do anonimato, tudo pode mudar e foi nisso que ele apostou. J. R. também está expondo suas telas na Itália, Espanha e Suíça, em pequenas galerias, mas inserido no universo artístico que já revelou grandes nomes da pintura. De Rondônia, a obra que construiu com mais carinho foi a coleção de 120 telas de 6x8 cm retratando a história da EFMM.

Em nosso encontro que varou a madrugada me falou da saudade dos cheiros e sabores de Porto Velho, dos amigos e da política. Lembrou que repercutiu em todas as emissoras de televisão de Lisboa o escândalo na Assembléia Legislativa de Rondônia. Encontrar-me por acaso foi, segundo ele, uma grande alegria, já que, por aqui, os portugueses são frios e arredios. Saímos cambaleando pelas ladeiras do Bairro Alto, trocando informações e piadas grosserias dos portugueses. Aos amigos da nossa querida Porto Velho manda um abraço e anuncia uma viagem de férias em breve, quando pretende expor o que produziu aqui. Eu transmito essa boa notícia de um conterrâneo que luta para conquistar um espaço no mercado artístico europeu.

(*) A autora é jornalista

 

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