Porto Velho (RO) terça-feira, 20 de agosto de 2019
×
Gente de Opinião

Opinião

O amanhã dos refugiados



Gabriel Bocorny Guidotti
Bacharel em Direito e estudante de Jornalismo
Porto Alegre – RS
 
------------------------------
 
Em meio à crise de refugiados na Síria, é natural que as expectativas por soluções se concentrem em países de maior poderio econômico. Nos Estados Unidos, o tema é recorrente nos debates dos pré-candidatos do Partido Republicano à presidência. Donald Trump, o ricaço excêntrico, está entre eles. Recentemente, Trump polemizou ao comentar sobre a situação de cidadãos sírios que conseguiram refúgio em terras norte-americanas. “Se eu ganhar, eles vão voltar (para a Síria)”, afirmou.
 
A reação de entidades defensoras dos direitos humanos foi instantânea na imprensa e nas redes sociais. Trump sempre deixou clara sua posição contrária ao acolhimento de refugiados, algo que impulsionou diversas brincadeiras em programas de talk show americanos. O fulgor na defesa de seus pensamentos, entretanto, pode ter sido fatal nas eleições do partido. As mais recentes pesquisas mostram que o magnata, antes líder absoluto, agoniza nas intenções de voto, perdendo para o médico americano Ben Carson.
 
A crise dos refugiados é humanitária, não política. Nos Estados Unidos, há forças que lutam pela aceitação dos migrantes em solo nacional, a exemplo da colonização que aconteceu no país séculos atrás. A bem da verdade, ninguém quer virar salvador de todos os refugiados do mundo. Fronteiras estão sendo fechadas na Europa. Afinal, de quem é a responsabilidade? A comunidade internacional pode se eximir dos motivos que ensejaram o êxodo na Síria?
 
Não se trata da vida de um único garotinho encontrado morto nas praias da Turquia. O problema é global, incitado pelo potencial bélico de grupos cujo único propósito é afrontar a dignidade dos outros. De suas mansões e cassinos, Donald Trump parece estar longe demais da realidade cruel vivida pelos refugiados da Síria. Ele sempre foi um homem rico, nunca precisou lutar por nada. Lutar por sobrevivência, tampouco.
 
A imagem do corpo do pequeno Aylan Kurdi não pode ser esquecida. Relembrou os piores horrores da Segunda Guerra Mundial. Note, os horrores continuam e tendem a continuar caso os Estados Unidos eleja um bon vivant insensível. Quantos mais precisarão morrer até que possamos obter um pouco de tranquilidade e paz? Nossa espécie é uma só. Ajudar o outro constituiu responsabilidade de cada ser humano.

Mais Sobre Opinião

Meu cargo, minha vida

Meu cargo, minha vida

Bolsonaro se revelou um profundo conhecedor da natureza humana

Cada quadrado no seu quadrado

Cada quadrado no seu quadrado

Os argentinos são como são. E não querem nem aceitam conselhos.

Feliz dia de quem matou os pais!

Feliz dia de quem matou os pais!

Dia em que Suzane von Richthofen e Alexandre Nardoni estão de férias da prisão.

Brasil,  192 anos dos Cursos  Jurídicos  Salve o dia 11 de agosto, dia dos advogados

Brasil, 192 anos dos Cursos Jurídicos Salve o dia 11 de agosto, dia dos advogados

O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigual