Quarta-feira, 19 de agosto de 2015 - 12h21
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*Bandeira Filho
Respeitando as devidas proporções e sem incorrer na generalização, boa parte da sociedade brasileira vive às margens das leis. Fugindo ou procurando elidir as regras.
Este é um fato observado em todas as classes sociais: o jovem que cola, a pequena contribuição a autoridade de trânsito, a não emissão da nota fiscal. Isso se tornou regra, seja nas ruas nas escolas, nas práticas, comerciais, políticas e administrativas.
Nesse diapasão, a advocacia tem um papel preponderante na busca da recuperação da dignidade da nossa sociedade, cabendo a cada um de nós, operadores do direito, inserirmo-nos de forma efetiva nas bases sociais. Do contrário, poderemos ser apontados como omissos, por não cumprir o nosso papel, mesmo tomando consciência desta degradação moral, e de não contribuirmos de forma eficaz para, juntos, recuperamos a dignidade da nossa sociedade.
O exercício da consciência crítica se constitui em instrumento de reconhecimento das distorções inseridas na realidade do tecido social. Ou seja, ser o elo garantidor e indutor das garantias de proteção da sociedade.
Imbuídos do senso crítico, cabe a nós, advogados, fazer a distinção entre o que corresponde à valores do indivíduo e de grupos sociais ou de toda a sociedade e o que apenas reflete escolhas arbitrarias, inspirada em conveniência ou interesses particulares, sem considerações pelos demais seres humanos, por suas necessidades e por sua dignidade. Se agirmos assim, poderemos espraiar os reflexos dessa mudança de comportamento para a política, para o mundo empresarial, no direcionamento das políticas públicas, na transparência de aplicações das verbas recolhidas dos contribuintes.
A antropóloga brasileira, Manuela Carneiro da Cunha, resumiu bem a sociedade brasileira com a seguinte citação: “entre a legislação e a prática há frequentemente um abismo, tanto maior quanto mais fraco politicamente for o segmento da população envolvida”
Hoje, existe na sociedade brasileira, um anseio, uma busca por uma nova realidade, para trilharmos novos caminhos. Assim presenciamos emergi a necessidade de uma nova convivência ética, do respeito à coisa pública, de convivermos com regras igualitárias, definidas, claras e que as mesmas sejam expressão autêntica dos valores, das necessidades e da vontade da Nação brasileira, na busca da Justiça para a conquista da paz que tanto necessitamos.
*É advogado militante
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