Sexta-feira, 29 de setembro de 2006 - 06h11
Domingo é um dia muito importante para a democracia brasileira. Neste dia, quase um milhão de eleitores rondonienses e mais de 125 milhões de brasileiros deverão ir às urnas escolher seus candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República. Mais do que votar é importante que o eleitor esteja consciente de sua responsabilidade. Deve votar por convicção e a vontade de que o próximo governante, seja quem for, trabalhe pelo bem comum.
Não se deixe intimidar diante dos candidatos desleais, que de uma hora para outra, por desespero, agem com deslealdade contra os seus concorrentes. Os cidadãos que votam também podem ser votados. Isso quer dizer que cada um de nós, seja nesta ou nas próximas eleições, também poderemos nos candidatar com a certeza de apenas dois possíveis resultados: derrota ou vitória nas urnas. Quem entra em uma disputa deve saber que é importante a busca do voto, mas obedecendo regras básicas de sobrevivência política, espelhando-se na própria evolução da espécie humana que segue um rígido contrato social tácito em que todos concordam em viver respeitando limites.
Candidato não pode agir como predadores ilógicos, rancorosos e vingativos. O vencedor precisa ser comedido em suas comemorações e consciente de que a partir da vitória, deixa de existir adversário, mas apenas companheiro que igualmente buscaram o respaldo popular. Os que não conseguirem votos suficientes para se eleger, igualmente não devem enxergar os vencedores como inimigos, mas sim como os eleitos para governar os destinos do seu Estado ou de seu País. Em síntese, tanto o vencedor quanto o perdedor deve fechar sua participação no pleito em grande estilo.
Os eleitores também devem ter consciência de que é preciso certa dose de discernimento para rechaçar quaisquer ofertas de candidatos corruptos que eventualmente queiram conquistar os seus votos a qualquer preço. O único preço a pagar é o de votar com a certeza de que nem sempre nossas escolhas foram as melhores, mas mesmo no erro estaremos exercendo o nosso direito democrático.
Na hora de votar não devemos escolher quem esteja na frente das pesquisas, mas sim em candidatos que não tenham nódoas em suas vidas e nos quais possamos confiar. Quem vota em quem compra voto também está agindo com desonestidade, enganando a si mesmo e ao seu país. Votar é quase um sacerdócio. Nestas eleições a nossa luta não é contra pessoas, mas sim contra a corrupção. Vamos respeitar inclusive os candidatos que consideramos corruptos, tratando-os com a nossa benevolência, mas não devemos votar neles em hipótese alguma.
Fazemos votos de que todos os eleitores consigam ser iluminados pelo espírito cívico e votem com seus corações cheios de esperança.
Para finalizar, um conselho: defenda o seu candidato com toda a força do seu coração, mas faça isso dentro de um limite ético, respeitando o direito do seu vizinho, seu amigo e seu colega de trabalho de votar em quem ele quiser. Defender o candidato de sua preferência pode, mas você não deve nuca expor seu amigo ou colega ao ridículo, atacando o candidato dele.
Hoje podemos até discordar quanto aos melhores candidatos, mas depois das eleições, seja quem for os eleitos, deveremos estar unidos para que os novos políticos possam fazer o melhor pelo país e que não haja perdedores, mas apenas brasileiros coroados pelo prêmio mais alto da constelação de troféus: a CIDADANIA!
Fonte: Daniel Oliveira da Paixão é jornalista em Cacoal - RO
Sexta-feira, 20 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Quem se mete com o mundo islâmico apanha
O grande erro estratégico do Ocidente e o nascimento de uma nova ordem multipolarI. O Ego como Destino: A Herança ProtestanteHá uma linha invisível

Estados Unidos, Israel e Irã estão em guerra já há mais de três semanas! O primeiro é um país majoritariamente cristão, o segundo é judeu

Com medo de serem rifados da disputa eleitoral, Hildon e Moro trocaram de partidos
O que há em comum entre o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, e o ex-ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro e atual senador pelo es

Os Limites da Análise de Roxana Kreimer e a Exigência de uma Matriz Antropológica IntegralAntónio da Cunha Duarte JustoResumoO presente artigo propõ
Sexta-feira, 20 de março de 2026 | Porto Velho (RO)