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Mais vereadores para quê?


Por Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Por Valdemir Caldas

A Câmara Municipal de Porto Velho terá 23 vereadores, a partir de janeiro de 2025. Hoje, são 21 parlamentares. Não sem motivo a alegria de uns poucos e a desconfiança de parcela expressiva da população com os números apresentados pelo IBGE, segundo o qual, no censo de 2022, o município superou a marca dos 460 mil moradores e, portanto, de acordo com a Constituição Federal, pode aumentar a quantidade de cadeiras do parlamento até 25, porém, o elevado sentimento público e o respeito para com o suado dinheiro do contribuinte teriam falado mais alto na decisão de suas excelências que optaram por deixar em 23 membros.

Num país efetivamente sério mais representantes políticos significaria também mais pessoas lutando em proveito dos direitos do povo. No Brasil, contudo, uma notícia como essa quase sempre vem acompanhada de desconfiança por parte da sociedade com a perspectiva de novas e multiplicadas decepções – com as honrosas exceções, é claro.

Além do salário, quase R$ 15 mil, o vereador tem direito a diárias, passagens áreas e verba de gabinete, porém, o que realmente chama a atenção é a cota indenizatória, um colírio para os olhos daqueles que não resistem à tentação de queimar dinheiro público, sem dó nem piedade. E, se o político votar a favor de tudo que o chefe do executivo enviar à Câmara Municipal, mesmo que isso implique em prejuízos à sociedade, como aumento de impostos, ainda poderá indicar parentes, amigos e cabos eleitorais para cargos na administração pública.

Teremos 23 vereadores, pois assim manda a Constitucional Federal. Analisemos, então, o verdadeiro problema que reside menos na quantidade do que na qualidade de nossos representantes. Com a arma do voto, vamos caprichar na escolha, uma vez que não temos opção de não os querer. Vamos ocupar os espaços com pessoas honestas e competentes, mandando às favas quem nada produziu até hoje em proveito da população, exceto ocupar espaço privilegiado de jornal para divulgar promessas que jamais saíram do papel. 

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