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Lula na Europa


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Abelardo Barbosa, o Chacrinha, dizia, em seus programas de televisão, que, “quem não se comunica, se trumbica”. O ex-presidente, ex-presidiário e pretenso candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tem seguido à risca as recomendações do velho guerreiro. O petista não tem feito outra coisa, a não ser falar. O problema é que Lula exagera na língua. É sabido que, quem muito fala, pouco escuta, até por falta de oportunidade ou de tempo. E é exatamente isso o que acontece com Lula. Ele insiste em se colocar como o centro das atenções, esquecendo-se de que não está com essa bola toda que julga aparentar. Lula acha que só ele sabe fazer, que só ele é capaz, que seu partido é o melhor, que seus adversários são ineptos, incompetentes, ou coisa do gênero. Ledo engano.

Lula precisa urgentemente cair na real, deixar de deslumbramentos. Ele não é mais aquele Lula de seu primeiro mandato como presidente da República. Sejamos realistas. Aquele Lula está moralmente enfraquecido. Foi varrido do mapa político e caiu em desgraça no conceito de que desfrutava junto à parcela expressiva da opinião pública brasileira, depois que foi apanhado pela operação Lava-jato, acusado de transformar a Petrobrás em balcão de negociatas, ou seja, no mais deslavado fisiologismo de que se tem notícia na história política brasileira, para buscar e manter ampla base parlamentar de apoio.

Agora, Lula resolveu respirar novos ares. Incomodado com as frequentes chuvas de ovos e os gritos de “ladrão”, sempre que se aventurou a sair às ruas do Brasil, com suas pregações enfadonhas e intermináveis. Lula viajou à Europa, na ânsia de costurar o grande acordo político que o lançaria candidato imbatível em 2022. Lula vai de um lugar a outro, como se se tratasse de uma inusitada experiência política, achando que ainda tem cacique suficiente na balança eleitoral para retornar ao comando do Brasil. Lula não quer aceitar, mas, politicamente, ele sabe que está morto. Só esqueceu de deitar para ser enterrado. 

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