Porto Velho (RO) quarta-feira, 16 de junho de 2021
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Liberação de vídeo da reunião somente fortalece Bolsonaro


Liberação de vídeo da reunião somente fortalece Bolsonaro  - Gente de Opinião

Os adversários e a imprensa vão utilizar trechos e distorcer tudo, mas, reunião somente revela que presidente somente se importa em melhorar o país

O ministro Celso de Mello do Supremo Tribunal Federal (STF), enxergou um possível crime de injúria em declarações do ministro da Educação, Abraham Weintraub, no vídeo da reunião ministerial de 22 de abril divulgado nesta sexta-feira, dia 22, no trecho onde afirma “Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”, disse Weintraub. Na decisão em que retirou o sigilo da gravação, o decano (mais antigo ministro) do tribunal determinou que todos os ministros do Supremo sejam oficiados para que, caso queiram, adotem as medidas cabíveis. Ele escreveu que: “Constatei, casualmente, a ocorrência de aparente prática criminosa, que teria sido cometida pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, que, no curso da reunião ministerial realizada em 22/04/2020, no Palácio do Planalto, assim se pronunciou em relação aos ministros do Supremo Tribunal Federal”, escreveu na decisão. Para o ministro, a declaração “põe em evidência, além do seu destacado grau de incivilidade e de inaceitável grosseria, que tal afirmação configuraria possível delito contra a honra (como o crime de injúria)”. Na verdade, o ministro da Educação expressou sua opinião pessoal numa reunião fechada e quem tornou público seu pronunciamento foi o próprio juiz. Ele disse o seguinte: “A gente tá perdendo a luta pela liberdade. É isso que o povo tá gritando. Não tá gritando pra ter mais Estado, pra ter mais projetos, pra ter mais… o povo tá gritando por liberdade, ponto. Eu acho que é isso que a gente tá perdendo, tá perdendo mesmo. A ge… o povo tá querendo ver o que me trouxe até aqui. Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF”.

Este que, ao ver do ministro Mello mereceu mais atenção está na gravação da reunião incluída no inquérito aberto pelo STF, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), para investigar se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal. De fato, não é relevante para o inquérito que somente revela que o próprio presidente e os ministros são bons de palavrões, mas, nas falas são absolutamente republicanos, preocupados em resolver os problemas populares e Bolsonaro, longe de atentar contra o ordenamento jurídico e/ou se importar com a reeleição afirma que está insatisfeito (com razão, aliás) por não poder dar as respostas que o povo deseja, nem ter as informações indispensáveis para sua função e reclama que não pode ser “surpreendido com notícias”. “Pô, eu tenho a PF que não me dá informações; eu tenho as inteligências das Forças Armadas que não têm informações; a ABIN tem os seus problemas, tem algumas informações, só não tem mais porque tá faltando realmente… temos problemas… aparelhamento, etc. A gente não pode viver sem informação”. E, em outro trecho, declara:  “Quem é que nunca “ficou atrás da… da… da… porta ouvindo o que o seu filho ou a sua filha tá comentando? Tem que ver pra depois… depois que ela engravida não adianta falar com ela mais. Tem que ver antes. Depois que o moleque encheu os cornos de droga, não adianta mais falar com ele: já era. E informação é assim. Faz referências a Nações amigas que são apagadas e continua “Então essa é a preocupação que temos que ter: ‘a questão estratégia’. E não estamos tendo. E me desculpe o serviço de informação nosso-todos-é uma vergonha, uma vergonha, que eu não sou informado, e não dá para trabalhar assim, fica difícil. Por isso, vou interferir. Ponto final. Não é ameaça, não é extrapolação da minha parte. É uma verdade”. Moro parece ter participado de outra reunião ou ficou sem percepção durante ela, mas,  não é possível entender o que viu de errado na reunião, exceto o fato de ter seus interesses contrariados. O que fica patente, para quem assiste o vídeo todo, é que o presidente tem sido, permanentemente, perseguido e tudo que faz é sempre distorcido, seja por não ceder às pressões dos que desejam se fartar das burras do tesouro ou pela imprensa, que perdeu a mamata das verbas polpudas. Até mesmo Janaína Paschoal, a quem não se pode apregoar ser uma fã do presidente, escreveu: “Eu não sei se estou vendo a fita que foi anunciada. Realmente não sei. A fita que estou vendo reelege o presidente”. Pois é. Conseguiram fazer Bolsonaro sair maior do que já era com todas as notícias ruins que devem se seguir, porém, não há como negar: é uma exceção no meio político. Age de peito aberto e com sinceridade.

Fonte: Usina de Ideias. 

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