Sábado, 15 de março de 2025 - 09h05

Uma
coisa se não pode negar: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um otimista
inveterado. E isso fica cada vez mais evidente à medida que se dispõe a falar
pelos cotovelos, numa demonstração desnecessária de sua forma de encarar
assuntos políticos.
Mesmo com a inflação acelerada, na casa dos 1,31%
em fevereiro, maior patamar desde 2003, e uma dívida pública de 80,74% do
Produto Interno Bruto (PIB), o presidente ainda encontra tempo e disposição
para tirar brincadeiras sem graça, exceto, para os áulicos de plantão.
Depois
de dizer que alterou a dieta e passou a comer ovos de pata e de ema em vez dos
gerados por galinhas porque têm mais sustância, o presidente Lula disse que
escolheu uma “mulher bonita”, Gleisi Hoffmann, para a Secretaria de Relações
Institucionais, para melhorar a relação com o Congresso. Quer dizer, escolheu a
senhora Hoffmann mais pela sua beleza do que mesmo pelas suas qualidades, ou
seja, jogou na lata do lixo a trajetória politica da presidente do seu partido,
além, é claro, de configurar uma fala extremamente machista, mas isso ninguém
vê, nem seus “companheiros”, nem seus aliados, nem a mídia oficial.
O presidente
insiste em olhar para trás, enquanto assuntos importantes vão sendo relegados a
um plano secundário. Durante a campanha eleitoral, Lula prometeu entregar
picanha e cerveja, mas nem ovo de galinha conseguiu colocar na mesa da
população. A humildade e a prudência, contudo, recomendam, ao presidente Lula, mais
cuidado com a língua, para não correr o risco de dizer mais bobagens do que tem
dito e, depois, virar alvo de memes e críticas.
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