Sábado, 2 de abril de 2016 - 11h52
Às vezes amanheço especialmente sensível, com o olhar muito mais disposto a captar pequenas coisas da vida, hoje (02-04) quando estava a caminho da rádio para mais um dia de trabalho às 4 horas da manhã, ao parar em um semáforo da cidade me peguei observando um casal que cruzou a minha frente carregando nas mãos apenas um papelão que provavelmente era sua cama de dormir, o que me chamou atenção foi o cuidado que aquele homem tinha com a sua companheira de jornada. Os dois estavam de mãos dadas, o cuidado um com outro era claro na aquele casal, havia algo de mágico e encantador na forma como caminhavam lentos e solidários um com outro.
Aquela cena doce e comovente ficou comigo nas horas seguintes, que me fez pensar em algumas perguntas: há quanto tempo eles estariam juntos? Por que as pessoas vão morar nas ruas? Sei que muitos já tiveram um lar, uma família, amigos, enfim.
Os moradores de rua estão pelas calçadas, dormindo em praças ou debaixo de viadutos, protegidos por papelões e barracas improvisadas. Sem endereço fixo, eles não têm almoços com a família aos domingos.
Entre os caminhos que percorro diariamente na cidade de Porto Velho, presencio inúmeras pessoas sentadas nas calçadas com um olhar distante, como se estivessem mirando o nada, vejo outras pedindo dinheiro no farol e muitas perambulando sem destino, falando palavras desconexas, talvez por estarem sob o efeito de algum entorpecente potencializado pela tristeza e solidão.
Mas o que leva, afinal, alguém a ter essa vida?
Sei que esse processo de exclusão envolve fatores estruturais como ausência de moradia, inexistência de trabalho e renda, dependência química, transtornos mentais, rompimento dos vínculos familiares, perda de todos os bens, entre outras situações. Aí eu te pergunto com a crise política que o nosso país passa, existirá, uma luz, no fim do túnel para os moradores de rua?
Fonte: Jean Carla
Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Campanha eleitoral não é guerra civil
Não há donos da Democracia como quereriam regimes autoritários No FB circulam os seguintes dizeres: “Em vez de cantarmos: "contra os canhões, marc

O noticiário que ocupou as primeiras páginas dos jornais brasileiros: Conselho Federal de Medicina quer barrar atuação de cerca de 13.000 médicos que

A importância de se criar o Conselho de Assistência Médica
O Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Públicos do Município de Porto Velho (IPAM) possui o Conselho de Previdência, um órgão coleg

A Coreia do Norte é inimiga dos Estados Unidos desde que terminou a fatídica Guerra da Coreia entre 1950 e 1953. Conflito este que dividiu
Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)