Domingo, 3 de dezembro de 2023 - 11h04

Perdoe-me o distinto advogado, por quem tenho profundo respeito e
admiração, mas não sei qual o conceito de democracia que o senhor abraça, a
ponto de dizer que a presença do senhor Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal
(STF) fortaleceria o regime democrático, contudo, considero sua opinião.
Eu, porém, não chegaria a tanto. E, por motivos óbvios. Basta ver as
notícias que correm nas redes sociais. O senhor Flávio Dino pode até possuir as
condições para o cargo de ministro do STF, como notório saber jurídico (uma vez
que exerceu a magistratura e, como se sabe, não se chega ao posto de juiz por
acaso), idoneidade ilibada, entre outras qualidades, mas alcá-lo ao panteão de
paladino da democracia, soa exagero.
Evidente que o nome do senhor Flávio Dino será avalizado pelo plenário
da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, responsável pela
sabatina e aprovação de indicados pelo presidente da República para ocupar uma
vaga no STF. Afinal, a maioria dos nossos representantes no Congresso Nacional
não resistem a uma teta. Prova disso é que, dias atrás, um deles conseguiu acomodar
um de seus apaniguados na estrutura de poder e, de quebra, já adiantou que vai
votar favorável à indicação do senhor Flávio Dino. Supressa? Nenhuma! É assim
que funciona a politica no Brasil.
Ao desavisado, pode até parecer que eu tenho algo contra o senhor Flávio
Dino. De jeito nenhum. Respeito-o como ser humano e importante autoridade da
República, apenas não concordo com alguns de seus posicionamentos, uma condição
legítima de quem vive em um país democrático, certo? Agora, com ou sem o senhor
Dino na suprema corte o Brasil e a democracia vão continuar sobrevivendo.
Segunda-feira, 23 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Quem se mete com o mundo islâmico apanha
O grande erro estratégico do Ocidente e o nascimento de uma nova ordem multipolarI. O Ego como Destino: A Herança ProtestanteHá uma linha invisível

Estados Unidos, Israel e Irã estão em guerra já há mais de três semanas! O primeiro é um país majoritariamente cristão, o segundo é judeu

Com medo de serem rifados da disputa eleitoral, Hildon e Moro trocaram de partidos
O que há em comum entre o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, e o ex-ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro e atual senador pelo es

Os Limites da Análise de Roxana Kreimer e a Exigência de uma Matriz Antropológica IntegralAntónio da Cunha Duarte JustoResumoO presente artigo propõ
Segunda-feira, 23 de março de 2026 | Porto Velho (RO)