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Enquanto a reforma não sai, o cidadão sangra


Enquanto a reforma não sai, o cidadão sangra - Gente de Opinião

Não é de agora que ouço falar em reformas estruturais. No governo Lula o termo foi usado à exaustão pelo petista para tentar justificar a aprovação das reformas administrativa, tributária e previdenciária, mas o discurso não saiu do papel.  Especificamente, no caso da reforma tributária, a promessa era reduzir a carga de impostos e, consequentemente, melhorar a vida do contribuinte, mas o que se viu de lá para cá foi exatamente o contrário. De concreto, mesmo, não se faz nada. Só balela para enganar os bobos do palácio. O Brasil continua tendo a maior carga tributária do mundo e o pior retorno de impostos à sociedade. Arrecadamos muito, porém distribuímos mal os recursos em obras e serviços de qualidade. Enquanto isso, bilhões de reais foram liberados para financiar obras de infraestrutura em países como Cuba, Venezuela e Moçambique.  

Agora chegou a vez de o presidente Jair Bolsonaro conclamar os governadores para a obra de construção dos alicerces e das paredes de uma nova casa. Na frente das câmeras todos são favoráveis a redução da carga tributária, evidentemente, desde que a fatura não seja pendurada na conta dos estados. Aliás, quando o assunto é reforma tributária, a primeira coisa que os governadores reclamam é dinheiro. É só liberar grana para os Estado e, aí, tudo fica bem.

À semelhança de seus antecessores, o máximo que Bolsonaro conseguirá é emplacar mais um remendo, e a tão festejada e almejada reforma tributária continuará dormindo nas gavetas da burocracia oficial. Trocando em miúdos, a corda vai continuar apertando o pescoço do contribuinte, uma vez que nenhuma das propostas apresentadas até hoje se preocupou em reduzir o excessivo número de impostos.  

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