Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Opinião

EDUCAMOS MELHOR OS CACHORROS, QUE OS FILHOS - Por Humberto Pinho da Silva


A juventude sempre foi irreverente e desrespeitosa. Através dos séculos, os mais idosos, teceram sempre, severas criticas, aos desregramentos e desmandos dos mais novos.
Apesar de tudo, sempre houve respeito pelos pais e avós; e estes sempre se fizeram respeitar.
Se a mãe, por natureza, mais benévola, desculpava, encobrindo abusos, esta, sentindo a autoridade em perigo, pedia auxílio:
- “ Olha: que vou contar ao pai! …” - E bastava para que tudo entrasse no bom caminho.
Entrava no bom caminho, porque já se sentiam felizes, se o progenitor, resolvesse tudo, com simples palmada, acompanhada de raspanete, e voz dura e seca.
Outrora, na maioria das vezes, os castigos, metiam: cinto de couro, palmatoadas, bofetadas, e privações ríspidas.
As crianças ficavam traumatizadas? - Pensa, agora, o leitor.
Talvez. Mas decorrido horas, tudo era esquecido, quando não era por sistema, – pelo menos assim se pensava.
Após a 2ª Grande Guerra, os pais – aconselhados por psicólogos; - querendo dar mais liberdade, alteraram os castigos corporais, por palavras mansas.
As crianças deviam crescer, sem limitações. Por imitação e amor, compreenderiam, mais tarde, os erros.
Essa teoria espalhou-se, e não sendo errada – pelo contrário, – precisa de se adaptar ao temperamento e índole da criança.
Sentem-se, agora, muitos progenitores desnorteados; desconhecendo como agir, para que os filhos, sejam mais tarde, cidadãos responsáveis.
Assistimos, então, à degradante situação de ver a mãe, a ser pontapeada, no supermercado, pela filha; ou o pai, ser tratado (na melhor das hipnoses) como colega do colégio! …
Estava a divagar sobre o tema, quando o amigo Júlio, saiu-se com esta:
- “ Já reparaste que os cães, quando viajam, portam-se melhor que ao adolescentes…e até que muitos adultos?! …
Sim, já tinha reparado.
Fico pasmado, a ver cachorros, à porta do supermercado, à espera do dono. Calmo, sem estrebuchar, sem berros nem gritarias…sem ladrar e uivar! …
Fico, também, admirado, ao entrar no Metro, e encontrar cãozarrão, deitado sob o banco ou sentado ao lado da dona; comportando-se melhor que muitas crianças e adolescentes.
Estava a refletir no que o Júlio me tinha dito, quando este dispara:
- Esse comportamento, prova, que se educa melhor, a viver em sociedade, os cachorros, do que os filhos…”
Incapazes de os educar, atiram-nos para a Escola, na esperança que a educadora ou o professor, faça o que não conseguiram.
Olvidando que o papel do professor, é ensinar, e não educar, porque há muitas educações…Quanto muito, pode transmitir-lhes regras de civilidade.
Dizem-me que poucos querem seguir a carreira docente, não admira: além de mal pagos, passaram a ser vítimas dos alunos, e muitas vezes, dos pais destes.
Vivemos numa sociedade onde os valores se inverteram… e mal é de quem discorda…A liberdade de expressão, encontra-se cerceada pela “ maioria” ruidosa; e esta, é quase sempre, malcriada, grosseira e imoral.

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 16 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Lava-jato é café pequeno perto do escândalo do Banco Master

Lava-jato é café pequeno perto do escândalo do Banco Master

Aí do homem por quem vem o escândalo! Essa passagem está no livro de Mateus, 18,7. Segundo estudiosos da Bíblia, esse “Aí” significa lamento, triste

Os rebotalhos querem voltar ao poder

Os rebotalhos querem voltar ao poder

Oficialmente, ainda não foi dado o tiro de largada da corrida para a sucessão do governador de Rondônia. Cel. Marcos Rocha, mas, nos bastidores, já

O Diabo anda à a solta

O Diabo anda à a solta

A Altitude da Corrupção: As Elites, Epstein e a Derrocada Moral do OcidenteVivemos numa era de desnivelamento ético. Enquanto a maioria luta com as

Selvageria e bestialidade

Selvageria e bestialidade

Mais uma professora foi assassinada por um aluno dentro da sala de aula. Esse é o reflexo da onda de selvageria que domina a cidade de Porto Velho.

Gente de Opinião Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)