Quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013 - 17h03
Várias pessoas poderão escrever sobre Dona Labibe Aiech Bártolo. E todos os elogios que fizerem são verdadeiros. No entanto, nós moradores do bairro Caiari mais próximos de Dona Labibe e que pudemos conviver com ela nesses trinta, quarenta ou cinquenta anos temos muito mais a dizer, podemos falar da pessoa dela, da vizinha sempre próxima.
A imagem que trago dela é sempre da mulher alegre e disposta
a ajudar: um copo de açúcar, um pouco de arroz, o jornal depois de lido, tudo era partilhado com os vizinhos. Nos tempos de dureza e dificuldade que cada vizinho passava, ela era a mão amiga. Não reclamava ou fazia cara feia ou dizia que não tinha. Era a mão sempre estendida.
Sempre foi elegante, não por buscar se vestir requintadamente, mas pela sua maneira de tratar as pessoas. Na convivência com os vizinhos não era dada a intrigas ou fofocas. Soube o que era ser tratada diferente quando aqui chegou com sua mãe, Maria Turca (assim apelidada), em 1912, por isso não fazia juizo de valor sobre as pessoas. Tinha sempre um café com pão para um pedinte que batia à sua porta, não importava se era mendigo, alcoolista ou drogado, ela não fazia acepção de pessoas.
Escolheu partir na quarta-feira de cinzas. Não quis deixar triste, no carnaval, o bairro em que viveu e tanto cuidou. E foi isso que pediu, em uma entrevista de jornal em 2005, que o Prefeito que tomava posse cuidasse de nossa cidade, não permitisse que ficasse feia.
Foi internada em no dia 31 (treze invertido) de dezembro. Quis esperar o Natal passar, não queria nos ver tristes. Partiu numa data cabalística, para ficar sempre em nossa memória, 13 de fevereiro de 2013 com 103 anos de idade, 3 meses antes do seu aniversário, que seria comemorado em 13 de maio de 2013.
Vai mais que uma parte de nossa história, vai um símbolo da nossa identidade. Uma pessoa que é um exemplo para seus contemporâneos e aos que chegaram e chegam.
Vai um pouco da nossa alegria. Fica o símbolo. Fica o que ela representa para cada um de nós de modo particular. E fica o que representa para todos nós. Uma mulher forte, solidária, generosa e alegre que cumpriu sua jornada e seguiu com sua veste branca, purificada para o grande encontro com o Pai.
Como disse seu neto Darck, filho de Raquel, na hora do sepultamento: “Labibe Bártolo significa a palavra amor, é um anjo que volta pro céu”.
Luiz Augusto de Freitas Guimarães, psicólogo e morador do bairro Caiari.
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