Domingo, 27 de março de 2016 - 10h05
Cidade do Vaticano (RV) - Enquanto tudo é escuridão, receio, silêncio, alguém, movido por grande amor rompe esse mundo das trevas e se dirige para onde se encontra o sinal mais forte dos últimos acontecimentos, a fonte dessa escuridão interior e desse silêncio: o túmulo que guarda o corpo de Jesus.
Mas esse alguém, uma mulher, apesar da grande dor que sente, mantêm seu coração iluminado. Esse amor, essa luz lhe dá coragem para vencer o medo e a escuridão. Seu amor por Jesus ilumina a noite. Tudo ao redor é trevas, menos no seu coração, o amor o ilumina!
Ela não consegue ficar longe do seu Senhor. Contudo ela não busca Jesus, mas seu corpo. Quando chega ao sepulcro e o encontra vazio, a quietude e o silêncio acabam.
A angústia de Madalena termina com a quietude, com o silêncio e coloca todos em ação. Num primeiro momento, ela sai correndo para pedir ajuda a Pedro e a João. Estes, contagiados pela notícia do sepulcro vazio, correm para o local. A pesada pedra que fecha o sepulcro está rolada, e ele aberto.
A juventude de João o faz chegar mais rápido, mas sua educação, respeito e delicadeza fazem-no esperar a chegada de Pedro, o mais velho e o novo líder do grupo, para permitir que esse seja o primeiro a comprovar a ausência do corpo.
Essa cena nos leva a refletir sobre nossa postura perante o sofrimento e a morte.
Após três anos em contato íntimo com Jesus e ouvi-lo anunciar que iria padecer muito, ser rejeitado e morrer crucificado; de ouvi-lo dizer que ressuscitaria, quando chegou o momento da Paixão, seus amigos desapareceram, e morto e sepultado, não aguardaram a ressurreição prometida.
Madalena buscou o corpo morto de Jesus e Pedro e João não saíram correndo para encontrar o Mestre, mas para verificar o ocorrido e se surpreenderam com o que viram. Do mesmo modo quando a dor da morte nos invade, nossa fé na ressurreição não nos impede de sofrer, isso é natural! O complicado é quando a fragilidade de nossa fé é tão grande que sentimos e agimos como se a morte tivesse a última palavra. Mas a atitude dos discípulos nos conforta e nos propõe uma longa caminhada na fé.
Vejamos como os discípulos entenderam a ressurreição do Senhor. No versículo 8, já no finalzinho, está escrito que João, o Discípulo amado entrou, “viu e creu.” O mesmo não é falado a respeito de Pedro. Pedro e Maria Madalena representam aqueles que ainda não passaram da dúvida à fé.
Reflitamos: o ver de João é proporcionado pelo amor. Somente o amor possibilita ver nos sinais da ausência do corpo a presença do Ressuscitado. O amor de João lê no túmulo vazio, no sudário enrolado a parte, separado dos panos de linho que estavam dobrados, a ressurreição. Pedro e João viram a mesma coisa, mas somente João, movido pelo amor, pode, já no primeiro momento, compreender nos sinais, a ressurreição.
Nesse momento entra em ação a Escritura, ao entenderem que o ocorrido já estava previsto. Foi o amor que conduziu o discípulo a acreditar e crer na Palavra, evidenciada pelos sinais. O coração conduziu a fé a seu ponto máximo: a ressurreição de Jesus.
A todos, uma Feliz e Santa Páscoa, com abundantes frutos espirituais!
(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o Domingo de Páscoa)
Fonte: Rádio Vaticano
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