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Giuliano de Toledo Viecili*

Ao nos aproximarmos do dia das eleições municipais, cresce a dúvida e a desconfiança em nossos políticos. Mas, seriam os políticos os únicos culpados? Ou somos todos culpados pela situação ter chegado onde chegou?

Existem vários tipos de políticos. Como também existem diversos tipos de eleitores. O mais comum é o que prega que política não interessa para gente séria. E assim, deixa o barco correr a revelia. Não estão nem aí.

Esquecem que o ser humano é eminentemente um ser político por excelência. Fazemos política a todo instante: em casa, na vizinhança, no trabalho, a todo instante vivemos politicamente. Qual a política que praticamos?

Geralmente taxamos os políticos de ladrões, corruptos e de alguns outros adjetivos impublicáveis, mas, como agimos em nossa política pessoal. No particular, lá dentro de casa. Certamente tentamos passar a imagem de um ser politicamente correto. Alguém que cumpre todos os seus compromissos. Não cometemos delitos. Confiamos plenamente em todas as pessoas que nos cercam. Somos capazes até de deixar sobre a mesa uma nota de cinqüenta reais, pois, acreditamos que ela ainda estará ali na hora que precisarmos dela.

Política minha gente, é o alimento do nosso desenvolvimento pessoal. Sem a política, a família não existiria, a sociedade não existiria, o mundo não existiria.

Se você pensa que o mundo vai mal, que o país vai mal, que sua cidade vai de mal a pior, mas você não tem nada a ver com isso, está muito enganado.

É exatamente por falta da nossa participação. Do nosso envolvimento, nosso engajamento que as coisas estão como estão.

No próximo dia 5 de outubro, domingo, vamos escolher nossos prefeitos e vereadores. Antes de dizer que não nos preocupamos com o quem será eleito, em que o povo vai votar, pois, está é sempre nossa desculpa, “foi o povo quem escolheu”, é necessário que conscientemente assumamos o nosso papel.

È necessário que tomemos as rédeas da campanha nesta reta final, orientando a todos para a grande responsabilidade que é escolher as pessoas que irão decidir o futuro das cidades em nosso nome. Pedir pra nossos amigos visinhos e conhecidos, para que não vendam, que não troquem seus votos.  Para que escolham os candidatos que se mostrarem mais preparados, conhecedores dos verdadeiros problemas dos municípios, que são muitos e muito parecidos.

Um voto comprado elimina a responsabilidade de quem comprou para com o eleitor que o vendeu. E, por tabela, elimina também o compromisso do eleito com toda a comunidade. Quem compra o seu voto, compra uma autorização para fazer o que bem quiser, com o mandato que adquiriu.

Como seres políticos e sociais, somos os responsáveis pelo desenvolvimento da nossa cidade, por nós, pelos nossos filhos e pela sociedade temos o dever e a obrigação de participar de forma correta destas eleições.

*Advogado em Candeias do Jamari.

 

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