Sábado, 6 de fevereiro de 2016 - 13h45
Há umas cinco décadas existiam apenas os campeonatos estaduais. Os clubes sobreviviam deles e de amistosos. Tanto que o grande mérito dos maiores clubes eram as excursões nacionais, pelas regiões menos desenvolvidas e internacionais, com participação nos torneios de verão da Europa e em pequenos torneios pelo país afora. Vencer o Ramon de Carranza, Tereza Herrera e outros era considerado um grande feito para os grandes clubes brasileiros.
Depois veio a Copa do Brasil nos anos sessenta, com poucos jogos, com fases iniciais por regiões. Os campeões de cada região decidiam o título nacional. Em 1971 foi criado o Campeonato Nacional que, no decorrer do tempo, foi sofrendo modificações, até chegar nos moldes atuais.
A Taça Libertadores da América começou com o mesmo formato da Liga dos Campeões da Europa. Era bem enxuta. Bem atrativa. Começou com a participação dos campeões de cada país, depois se acrescentou o vice. Aumentaram para 32 equipes. Mesmo assim é um campeonato motivador.
Ocorre que não pararam de criar campeonatos e o efeito principal foi torná-los todos muito chatos.
Um mesmo time grande hoje pode disputar os campeonatos Estadual, Primeira Liga, Nacional e Copa do Brasil; Taça Libertadores, Supercopa das Américas e Mundial de Clubes. E são os próprios clubes que reivindicam e depois reclamam de excesso.
Os grandes times se enfrentam constantemente e jogos que deveriam ser clássicos importantes passam a ser jogos cotidianos e desmotivados. O torcedor nem decora mais quais foram os jogos por esse ou aquele campeonato.
A televisão deixou de mencionar com antecedência quais os jogos transmitidos e nem tem mais nenhum tempo de introdução, de comentários antes das partidas; estas não são analisadas pelos comentaristas. Ficam apostando palpites para ambos os times e ainda reforçam que tinham afirmado isso e aquilo para enaltecer a condição de gurus, de antevisores. Eles deveriam analisar o que ocorre na partida, não dizer que os técnicos deveriam fazer isso e aquilo. A vitória só pode ser para um, o que torna impossível a sugestão para os dois.
Exageraram nos campeonatos para um clube só; a televisão mostra jogos todos os dias times muito fracos, os times não seguram nenhum jogador que interesse a qualquer divisão da Europa, Japão, China ou de qualquer outro lugar e fica apenas o que não interessa lá fora. E como resultado, o nosso futebol está acabando na técnica e até na expectativa do brasileiro.
É preciso sermos mais criativos com nossos próprios métodos, pararmos de copiar literalmente a Europa, pois a cultura e as condições socioeconômicas são bem diferentes. E um grande clube deveria disputar no máximo três competições, mais o Mundial de Clubes, no caso de vencer a Libertadores.
Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
Bacharel em direito
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