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Câmara de Porto Velho terá a maior renovação de sua história


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

Se os números das recentes pesquisas eleitorais estiverem certos, tudo indica que a Câmara de Vereadores de Porto Velho terá a maior renovação de sua história. Levantamentos atuais revelam que, se a eleição para o legislativo municipal fosse hoje, dos atuais 21 vereadores, apenas quatro conseguiriam carimbar o passaporte para mais uma temporada de quatro anos. As outras dezenove cadeiras seriam ocupadas por novatos, como os advogados Valnei Rocha e Caetano Neto, Edvaldo Soares, Cleyton Roque e Ingrid Gurgel, entre outros aspirantes. Lembrando que, a partir de janeiro de 2025, o poder legislativo terá vinte e três vereadores.

Se, por um lado, o eleitor se revela cansado daquele politico que se elegeu e reelegeu prometendo regularizar áreas invadidas e, até hoje, nada realizou, ou, então, daquele outro que não pode ouvir que a prefeitura vai espalhar uma pá de asfalto em uma rua da cidade que aparece antes de começar o serviço ou depois da obra concluindo dizendo-se pai da criança, ou, ainda, daquele tipo que não dispensa uma boquinha oficial para acomodar parentes e cabos eleitorais na administração pública em troca de apoio, ou, ainda, daquele camarada que se acostumou ao discurso manso, recheado de conteúdo filosófico, porém, sem nenhum resultado prático; por outro lado, não esconde sua preferência por político ficha suja, flagrado escondendo dinheiro na cueca.

Prova disso é que um desses espertalhões desponta entre os primeiros colocados numa dessas aferições. Impossível entender o que se passa na cabeça de parcela considerável do eleitorado brasileiro: condena a política tradicional, mas está sempre de braços abertos para acolher político corrupto, ladrão contumaz do dinheiro público.

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