Terça-feira, 3 de fevereiro de 2026 - 16h33

A mobilidade dos colaboradores voltou a
ganhar peso nas decisões das empresas. A expansão do trabalho híbrido, as
alterações na frequência dos deslocamentos e o encarecimento do transporte
levaram áreas de recursos humanos e finanças a revisar benefícios tradicionais,
como o vale-transporte, e a considerar alternativas como o auxílio combustível.
Com isso, compreender as diferenças entre esses modelos tornou-se um passo
necessário para alinhar o benefício à rotina da empresa e ao perfil dos
profissionais.
O vale-transporte é um benefício
regulamentado pela legislação trabalhista brasileira. Ele deve, portanto, ser
concedido para custear o deslocamento do colaborador entre sua residência e o
local de trabalho, utilizando transporte público coletivo.
A empresa pode descontar até 6% do
salário do empregado, e o valor excedente fica a cargo do empregador. Por ser
um direito previsto em lei, sua concessão é obrigatória sempre que o
trabalhador optar por utilizá-lo e depender exclusivamente do transporte
público para se locomover.
Já o auxílio combustível não possui
obrigatoriedade legal. Trata-se, dessa forma, de um benefício concedido de forma
facultativa pelas empresas, geralmente voltado a colaboradores que utilizam
veículo próprio para trabalhar.
Nesse modelo, a empresa oferece um valor
mensal ou um crédito específico para custear despesas com combustível, podendo
incluir também manutenção básica, pedágios ou estacionamento, conforme a
política interna definida.
Diferenças práticas entre os
benefícios
A principal diferença entre o
vale-transporte e o auxílio combustível está na natureza do deslocamento que
cada um atende. Enquanto o vale-transporte é restrito ao transporte coletivo, o
auxílio combustível contempla o uso de veículo próprio, realidade cada vez mais
comum em cidades com infraestrutura limitada ou em funções que exigem
deslocamentos frequentes.
Outro ponto relevante é a flexibilidade.
O vale-transporte segue regras rígidas de uso e aceitação, vinculadas a
operadoras de transporte público. O auxílio combustível, por sua vez, pode ser
estruturado de maneira mais adaptável, permitindo que o colaborador utilize o
benefício de acordo com sua rotina de mobilidade, desde que respeitadas as
diretrizes da empresa.
Do ponto de vista tributário e
trabalhista, essa distinção também importa. O vale-transporte, quando concedido
corretamente, não integra o salário. Já o auxílio combustível exige atenção à
forma de concessão para não gerar encargos adicionais, sendo comum sua oferta
por meio de benefícios flexíveis ou cartões específicos, que ajudam a manter a
conformidade legal.
O papel dos cartões multibenefícios
na mobilidade corporativa
Os cartões multibenefícios aparecem como
uma alternativa prática para lidar com essa diversidade de demandas. Eles
permitem que a empresa concentre diferentes tipos de benefícios em um único
meio de pagamento, ativando apenas as categorias desejadas. Com isso,
organizações com colaboradores de perfis variados conseguem oferecer tanto
vale-transporte quanto auxílio combustível, ajustando o benefício à necessidade
individual.
Empresas que utilizam esse modelo
conseguem simplificar a gestão, reduzir a burocracia e oferecer mais autonomia
ao colaborador. Em vez de lidar com vários fornecedores e processos paralelos,
o RH passa a administrar os benefícios em uma única plataforma, com maior
controle e visibilidade.
Há exemplos práticos desse modelo no
mercado. Alguns cartões multibenefícios permitem a ativação da categoria de
mobilidade de forma mais ampla, como no caso em que o cartão Flash aceita em posto de gasolina,
viabilizando o uso do benefício para abastecimento sem descaracterizar sua
finalidade. Esse tipo de flexibilidade atende especialmente colaboradores que
alternam entre transporte público e veículo próprio ao longo da semana.
Como escolher o benefício ideal para
a empresa?
A escolha entre vale-transporte e
auxílio combustível, ou a combinação dos dois, deve considerar fatores como o
perfil da equipe, a localização da empresa, o modelo de trabalho adotado e a
estratégia de retenção de talentos.
Empresas com grande concentração de
colaboradores presenciais e dependentes de transporte público tendem a manter o
vale-transporte como benefício principal. Já organizações com equipes externas,
cargos de liderança ou trabalho híbrido encontram no auxílio combustível uma
alternativa mais alinhada à realidade operacional.
Além disso, a percepção de valor por
parte do colaborador também pesa na decisão. Benefícios que oferecem
flexibilidade costumam gerar maior satisfação, pois se adaptam às necessidades
individuais, reforçando a sensação de autonomia e confiança.
Logo, ao analisar cuidadosamente as
diferenças entre essas opções e considerar soluções como cartões
multibenefícios, as empresas conseguem equilibrar conformidade, controle de
custos e valorização do colaborador, construindo políticas de mobilidade mais
modernas e estratégicas.
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