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Vale-transporte ou auxílio combustível: como entender as diferenças e escolher o benefício ideal?

Decisão entre vale-transporte e auxílio combustível passa por legislação, perfil dos colaboradores e novas políticas de mobilidade corporativa


Vale-transporte ou auxílio combustível: como entender as diferenças e escolher o benefício ideal?  - Gente de Opinião

A mobilidade dos colaboradores voltou a ganhar peso nas decisões das empresas. A expansão do trabalho híbrido, as alterações na frequência dos deslocamentos e o encarecimento do transporte levaram áreas de recursos humanos e finanças a revisar benefícios tradicionais, como o vale-transporte, e a considerar alternativas como o auxílio combustível. Com isso, compreender as diferenças entre esses modelos tornou-se um passo necessário para alinhar o benefício à rotina da empresa e ao perfil dos profissionais.

O vale-transporte é um benefício regulamentado pela legislação trabalhista brasileira. Ele deve, portanto, ser concedido para custear o deslocamento do colaborador entre sua residência e o local de trabalho, utilizando transporte público coletivo.

A empresa pode descontar até 6% do salário do empregado, e o valor excedente fica a cargo do empregador. Por ser um direito previsto em lei, sua concessão é obrigatória sempre que o trabalhador optar por utilizá-lo e depender exclusivamente do transporte público para se locomover.

Já o auxílio combustível não possui obrigatoriedade legal. Trata-se, dessa forma, de um benefício concedido de forma facultativa pelas empresas, geralmente voltado a colaboradores que utilizam veículo próprio para trabalhar.

Nesse modelo, a empresa oferece um valor mensal ou um crédito específico para custear despesas com combustível, podendo incluir também manutenção básica, pedágios ou estacionamento, conforme a política interna definida.

Diferenças práticas entre os benefícios

A principal diferença entre o vale-transporte e o auxílio combustível está na natureza do deslocamento que cada um atende. Enquanto o vale-transporte é restrito ao transporte coletivo, o auxílio combustível contempla o uso de veículo próprio, realidade cada vez mais comum em cidades com infraestrutura limitada ou em funções que exigem deslocamentos frequentes.

Outro ponto relevante é a flexibilidade. O vale-transporte segue regras rígidas de uso e aceitação, vinculadas a operadoras de transporte público. O auxílio combustível, por sua vez, pode ser estruturado de maneira mais adaptável, permitindo que o colaborador utilize o benefício de acordo com sua rotina de mobilidade, desde que respeitadas as diretrizes da empresa.

Do ponto de vista tributário e trabalhista, essa distinção também importa. O vale-transporte, quando concedido corretamente, não integra o salário. Já o auxílio combustível exige atenção à forma de concessão para não gerar encargos adicionais, sendo comum sua oferta por meio de benefícios flexíveis ou cartões específicos, que ajudam a manter a conformidade legal.

O papel dos cartões multibenefícios na mobilidade corporativa

Os cartões multibenefícios aparecem como uma alternativa prática para lidar com essa diversidade de demandas. Eles permitem que a empresa concentre diferentes tipos de benefícios em um único meio de pagamento, ativando apenas as categorias desejadas. Com isso, organizações com colaboradores de perfis variados conseguem oferecer tanto vale-transporte quanto auxílio combustível, ajustando o benefício à necessidade individual.

Empresas que utilizam esse modelo conseguem simplificar a gestão, reduzir a burocracia e oferecer mais autonomia ao colaborador. Em vez de lidar com vários fornecedores e processos paralelos, o RH passa a administrar os benefícios em uma única plataforma, com maior controle e visibilidade.

Há exemplos práticos desse modelo no mercado. Alguns cartões multibenefícios permitem a ativação da categoria de mobilidade de forma mais ampla, como no caso em que o cartão Flash aceita em posto de gasolina, viabilizando o uso do benefício para abastecimento sem descaracterizar sua finalidade. Esse tipo de flexibilidade atende especialmente colaboradores que alternam entre transporte público e veículo próprio ao longo da semana.

Como escolher o benefício ideal para a empresa?

A escolha entre vale-transporte e auxílio combustível, ou a combinação dos dois, deve considerar fatores como o perfil da equipe, a localização da empresa, o modelo de trabalho adotado e a estratégia de retenção de talentos.

Empresas com grande concentração de colaboradores presenciais e dependentes de transporte público tendem a manter o vale-transporte como benefício principal. Já organizações com equipes externas, cargos de liderança ou trabalho híbrido encontram no auxílio combustível uma alternativa mais alinhada à realidade operacional.

Além disso, a percepção de valor por parte do colaborador também pesa na decisão. Benefícios que oferecem flexibilidade costumam gerar maior satisfação, pois se adaptam às necessidades individuais, reforçando a sensação de autonomia e confiança.

Logo, ao analisar cuidadosamente as diferenças entre essas opções e considerar soluções como cartões multibenefícios, as empresas conseguem equilibrar conformidade, controle de custos e valorização do colaborador, construindo políticas de mobilidade mais modernas e estratégicas.

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