Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026 - 09h05

Quem
já viu esta realidade? A empresa tem ótima localização e às vezes, o prédio é
até referência física no bairro, uma estrutura de recepção impecável, ambiente
perfumado e muito bem decorado, fardamentos excepcionais, comunicação visual e
sinalizadores eletrônicos extraordinários, mas o atendimento dos funcionários e
a comunicação interna, um fracasso. Como esta empresa consegue sobreviver?
Acredite,
a gestão administrativa é o seu pior inimigo, afinal, ela e os funcionários criam
milhares de oportunidades de crescimento para toda a concorrência. O ponto
fraco de um é o forte para outro.
É
tão contraditório quando a maioria das empresas na área de saúde posta nas
redes sociais que ali o foco é atenção a saúde de cada paciente ou que a missão
é cuidar. Como pode sustentar este tipo mensagem, se possui uma prática
diferente? O ambiente traduz luxo, mas entrega no relacionamento posturas que
transmitem indiferença, descaso, insatisfação e até rejeição, em outras
palavras, “do luxo ao lixo” – “de longe um presépio, de perto uma presepada.”
Um
exemplo clássico
– A criança demonstra ter medo da agulha, entra com total resistência e alguns
técnicos não demonstram qualquer tipo de sensibilidade por meio de uma
abordagem lúdica para reduzir as resistências ou encorajá-la a fazer o
procedimento. É preciso treinamento, método e monitoramento. E mais, existem
muitos técnicos que ao notarem o medo em pacientes adultos ou idosos, fazem diversas
piadas de mal gosto, ou seja, praticam bullying – dizendo: “Você
é um homem ou é um rato?”, “Que cara de medo é essa?”, “Cadê a força agora?”,
“Aqui é onde filhinho chora e mamãe não vê!”
A
equipe do atendimento deve ter muito cuidado ao informar os pacientes quanto a
necessidade da realização de uma recoleta de qualquer material biológico.
Como em geral, muitos atendentes não sabem se expressar adequadamente nestes
casos, por não ter um amplo acervo linguístico mental, já naquela ligação, gera
insatisfação no cliente. Muitos até transmitem a mensagem como se os pacientes
estivessem errados ou houvesse cometido um crime.
Outros
aspectos que geram insatisfação para muitos clientes de clínicas e
laboratórios, está na longa demora no atendimento na sala de espera da
recepção para realizar a sua coleta. Temos a perca de acesso: Quanto alguns
técnicos não conseguem localizar a veia do paciente, já dá início a fala do
tipo, a sua veia é ruim de encontrar, o paciente logo pensa o quê? E, já com
visível transtorno e ineficiência profissional, tenta furar novamente em outro
local. E, não diferente, é o resultado de exame não está pronto na data
informada para os pacientes pegarem.
O
tempo em alguns exames é requisito indispensável, por este motivo destaco aqui
aqueles em que os pacientes tenham que ingerir líquidos, como: lactose ou curva
glicêmica e precisa esperar o tempo de cada intervalo. A orientação primária
é informar ao paciente sobre estas particularidades dos procedimentos de modo que
ele compareça mentalmente disposto e preparado, evitando relatos e desabafos
negativos durante a sua estada para tais exames.
Bem
como, saber informar com leveza sobre a necessidade de permanecer em jejum
antes dos exames, ou mesmo, enquanto aguarda o momento da coleta. Pode ter uma
lanchonete na porta e os pacientes se verem tentado a fazerem um lanchinho. Só
aí, já poderá comprometer os resultados dos exames. Quantas vezes você sente o
desejo de consumir alguma coisa?
E
para reforçar, foco total para a linguagem corporal dos funcionários,
aqui muitas empresas perdem inúmeros clientes todos os dias. A clínica ou
laboratório deve ter muito cuidado com a linguagem não verbal em qualquer
abordagem – entre os próprios colegas e para os pacientes. É importante
destacar que existem três perspectivas na comunicação humana que poucos
profissionais conhecem e dominam com aplicação prática em suas rotinas – é a
comunicação transmitida, percebida e desejada.
Para
ser mais claro:
-
Será que a sua linguagem corporal sempre transmite o que você deseja, ou
seja, o seu corpo segue com precisão as coordenadas do que você imagina?
-
Você planeja a sua comunicação corporal numa abordagem com os pacientes?
-
A sua linguagem corporal transmitida é compatível com o que o outro percebe ou
é totalmente o contrário do que você acredita que comunica?
-
Em geral, as pessoas compreendem a sua comunicação com total clareza ou
você tem que ficar explicando o tempo todo?
-
Você sabe identificar quais são os códigos corporais que comprometem a
sua comunicação ou não sabe identificar a origem dos conflitos que te
surpreendem?
-
Sei que você, não deve viver para agradar o mundo, mas porque será que algumas
pessoas não se identificam contigo durante as abordagens nos atendimentos?
Aqui
está um dos pontos críticos que origina diversos tipos de conflitos entre os
colaboradores, as lideranças, a diretoria e, não diferente, na interação com os
pacientes. Como eu já destaquei em
outras abordagens, os gestores podem fazer uma boa administração dos
recursos tecnológicos, materiais, contábeis, estrutural, mas é altamente
desafiador gerenciar a linguagem corporal dos seus funcionários. Para
superar estes desafios é necessário a realização de treinamentos práticos
periódicos, adotar ferramentas para o efetivo monitoramento dos resultados
diante de cada aspecto trabalhado.
Realiza
o reconhecimento da realidade por meio de pesquisa ou auditória interna na
perspectiva de identificar não conformidades ou irregularidades e faz os
devidos registros. A partir daí, revisa para confirmar por meio do
estabelecimento da revisão dos processos, mapeia o caminho que leva para cada
situação-problema. Em seguida, após identifica-las, reúne a equipe e informa
sobre os impactos negativos destes problemas na empresa, notifica
respeitosamente os responsáveis e determina a linha de ação para a realização
de treinamentos práticos dentro da empresa.
Mesmo
porque, este é um tipo de treinamento que precisa trabalhar o ser humano por
meio de exercícios físicos para que eles desenvolvem para além da ciência,
alcançar consciência corporal em suas relações interpessoais. Como gerenciar
porque exemplo micro expressões faciais, níveis de voz, códigos involuntários
que geram vulnerabilidade entre outros se não for por meio de exercícios
práticos e com periodicidade?
Na
maioria das vezes, o dinheiro esta passando na porta da sua clínica ou
laboratório e não entra, porque os pacientes sabem quanto a má qualidade
dos serviços prestados. A partir daí, eles seguem para a concorrente mais próxima
ou se desloca para outra cidade. Em consequência disso, a empresa perde
atratividade, reduz a carteira de clientes, recua na receita e fracassa na
competitividade. Qual é o cenário esperado? Operar no vermelho ou fechar as
portas, mesmo porque, tem empresa que já faliu e não sabe. Isso lhe
preocupa ou tranquiliza?
*
Uemerson Florêncio – Escritor. Treinador, Palestrante e Correspondente Internacional
onde expõe sobre a análise da linguagem corporal, gestão da imagem, reputação e
crises. Atua também com pesquisa interna para avaliar vulnerabilidade na
comunicação dos funcionários entre os seus públicos.
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