Sexta-feira, 22 de maio de 2020 - 17h08

O Dia do Abraço, celebrado
mundialmente no dia 22 de maio, vai ser comemorado de forma diferente, mas nem
por isso vamos deixar de falar dele, principalmente em tempos de isolamento
social.
O isolamento social, adotado
como medida principal para diminuir o número de contaminados pela Covid-19, fez
com que as pessoas de todo o mundo aprendessem o valor de um ABRAÇO. O
gesto simples, mas enérgico, permitido até pouco tempo atrás, era muitas vezes
esquecido por conta do corre-corre do cotidiano. Isso sem contar com o aumento
do número de pessoas que passaram a fazer uso exagerado da tecnologia e
trocaram o contato físico pelas mensagens digitais.
E nessas situações de
anormalidade, como a que estamos convivendo, têm como ponto positivo o fato de
oferecer a oportunidade de reflexão. A vida está mais complicada. Tem que ficar
em casa, quando dá; tem que lavar as mãos, sempre, e tem que ter medo de gente,
pois o vírus, invisível, pode estar no meio da conversa.
Então, verificando por este
viés, ninguém deve se culpar pelos abraços que não deu e sim se preparar para abraçar
muito quando tudo isso passar.
Um abraço faz bem, alivia num momento de tensão
e, quando nada mais ajuda ou resolve, solta as lágrimas de raiva ou de
tristeza. Acalanta, alivia, restaura, mata saudades, cria sentimento, troca de
energia pura e simples.
E nos dias de hoje como
abraçar? Se estamos cada vez mais isolados de corpos? A intenção está quebrada
ao meio. Sem prazo para se concretizar. O que fazer?
Temos que aprender a abraçar
com o pensamento.
O pensamento e a vontade criam
outros braços e todos se sentem abraçados por nós da mesma forma. Abraços
invisíveis ao olhar material, mas muito mais carregados de sentimentos gerados
pela ausência física. São forças que ainda conhecemos pouco e que nos
surpreenderão quando as tivermos entendido melhor.
É assim, nos dias de pandemia!
*Mestre
em Letras, Secretária Executiva do Conselho Regional de Medicina do estado de
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