Sexta-feira, 26 de maio de 2023 - 11h38

Estou torcendo para que esta
campanha da CBF – Com racismo não tem jogo − seguida pela Rede Globo e
demais TVs abertas, além das mídias sociais, dê certo. Desde as mortes de
vários pretos americanos, repercutindo a campanha – Black lives Matter −
nos EUA e em grande parte do mundo, que não víamos uma campanha reverberar tão
forte que nem essa envolvendo o Vini Jr na Espanha. É bom que se diga: desde
que o Vini pisou nos gramados espanhóis que não tem sossego, para mostrar o que
ele sabe fazer de melhor, jogar futebol.
O “caso Vinicius Junior”, segundo o site GE, não é só um
caso. São vários. O atacante do Real Madrid é vítima de
ataques, insultos e diferentes níveis de racismo há anos. Desde quando atuava
no Flamengo, ainda no Brasil. São inúmeros episódios que levaram até o estopim,
diante do Valencia, quando o brasileiro decidiu não se calar.
Nesse último final de semana,
Vini perdeu a paciência e foi pra cima da torcida do Valência que o chamava de
macaco, como se dissesse: Macaco uma ova, seus hijos de égua, sou jogador
de futebol e não admito a atitude racista de vocês.
O protesto do Vini, culminou
com desentendimentos com outros jogadores e a sua expulsão de campo. Os
valencianos não esperavam tanta repercussão extra campo. O protesto
antirracista do Vini Jr pegou fogo em todos os continentes, tomara que sirva
para diminuir o racismo velado, estrutural que existe no Brasil, há muitos anos.
Por aqui, o pardo, o moreno, o negro de feições finas, não gostam de serem
chamados de pretos, porque se envergonham de suas origens. Nos EUA e na África
do Sul, por exemplo, ou você é preto ou é branco, não importa o grau de
mestiçagem.
No Brasil, o branco nunca
deixou de ser racista, como também são racistas os morenos claros, os pardos.
Com a inclusão dos pretos em novelas, em propagandas nacionais e internacionais,
em programas da TV aberta, o racismo perdeu um pouco da sua força, mas não
acabou. Tomara que desta vez o nosso Vini, via futebol, alcance o status de um
Mandela, ou de um Martin Luther King.
Contudo, o que mais nos
estarrece é ver um Senador da República, Magno Malta, protestar em voz alta, ao
vivo e a cores, da sua cadeira no Senado, para o Brasil e o mundo, que os
espanhóis ao chamarem Vini Jr de macaco estavam insultando os macacos: - Cadê
os defensores da causa animal que não defendem o macaco? Segundo o
senador, a imprensa “revitimiza” o jogador ao repercutir o caso. Mais adiante,
insistiu “O mais triste é que as emissoras ficam com esse assunto desde ontem,
reverberando porque o assunto dá ibope. é uma descaração isso. “Veja quanta hipocrisia. O macaco é
inteligente, é bem pertinho do homem, a única diferença é o rabo. É ágil,
valente, alegre, tudo que se pode imaginar ele tem”. O senhor senador deveria
se casar com uma macaca Bugio muito parecida com ele.
A que ponto chegamos, o cidadão autor da frase proferida no
Congresso é pardo, moreno, com ascendência negra. É por isso que afirmamos, no
Brasil, o racismo precisa ser tratado de forma diferente.
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