Sexta-feira, 26 de junho de 2020 - 09h48

Racismo-discriminação-
António Justo
A divisão dos humanos em raças é refutada pela genética moderna, como declaram zoólogos, investigadores da evolução e geneticistas na Declaração de Jena de 2019 (1). Aí se constata: “O conceito de raça é o resultado do racismo e não a sua condição prévia”. De facto, "não há raças humanas… Nos seres humanos em particular, as maiores diferenças genéticas são encontradas dentro de uma população e não entre populações” … "A cor clara da pele das pessoas no norte da Europa tem menos de 5000 anos “.
Ernst Haeckel ("o Darwin alemão"), fundador da investigação da história tribal contribuiu fatalmente para o “racismo científico” do darwinismo social, através do seu arranjo alegadamente científico de "raças" humanas numa "árvore genealógica".
Implementou-se uma ideologia que fazia uma leitura da sociedade organizada em grupos de pessoas biologicamente superiores e inferiores.
A aplicação do termo raça aos humanos é enganadora. Isto não significa que não possa haver diferenciação genética ao longo de uma zona geográfica, mas a avaliação taxonómica desta diferenciação (como raça ou subespécie) é arbitrária.
No caso dos macacos, dada a sua diversidade de espécies e características distintivas, aí sim, seria apropriado falar-se de raças.
Quanto aos humanos, não é este o caso porque existe apenas um tipo de humano que povoa a terra desde há muitos milhares de anos.
A Universidade Friedrich Schiller descobriu que dos 3,2 mil milhões de pares de base do genoma humano, não se encontrou um único par que constitua uma diferença racial. Assim, o conceito de raça, em ligação com a espécie humana, não deveria continuar a ser utilizado futuramente na linguagem exata ou científica.
Racismo, discriminação, exploração e preconceito andam de mãos dadas.
A hierarquização de grupos ou pessoas é um fenómeno que se observa de maneira mais ou menos explícita em cada pessoa. A Declaração de Jena conclui que "a simples eliminação da palavra 'raça' da nossa língua não impedirá a intolerância e o racismo".
O Racismo não é um específico de uma cultura ou civilização. É um vício comum ao humano a ser sanado com o esforço de todos.
Socialmente, racismo continuará a ser a discriminação de indivíduos ou grupos por causa de sua etnia ou cor.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=
Ver nota (1), Declaração de Jena em alemão no site
MOTIM EM ESTUGARDA
Nem a Alemanha se encontra a caminho do caos nem o acontecido pertence à teoria da conspiração!
O motim começou, de sábado para domingo (20/21.06), com um controle de drogas, e talvez por solidariedade, viram-se 500 pessoas envolvidas nele!
Houve lutas nas ruas, janelas partidas e lojas saqueadas. 280 polícias estiveram de serviço; 19 deles ficaram feridos e 24 pessoas foram temporariamente presas; doze destas são alemãs, tendo três delas um passado de imigrantes. A outra metade era da Bósnia, Portugal, Irão, Iraque, Croácia, Somália, Afeganistão.
Durante os fortes tumultos em Stuttgart, alguns desordeiros gritaram "Allahu Akbar" (Alá é grande).
“O que o homem antes semeia, é o que depois colherá!”
António Justo
TEMPO CORONA ENTRE MEDO E DESCUIDO
É verdade! Falta-nos o dia-a-dia!
Entre o medo e a imprudência fica o meio-termo.
Os romanos perceberam que "tornar-se sábio é aprender a morrer".
Uma atitude aberta e a perspectiva religiosa podem tirar o medo e alargar o ponto de vista. Por sua vez, o panorama do infinito possibilita futuro.
António Justo
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