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A filosofia como instrumento de debate neutro em tempos de preocupação com o meio ambiente


A filosofia como instrumento de debate neutro em tempos de preocupação com o meio ambiente - Gente de Opinião

Mediante os problemas de ordem ambiental que cada vez mais assolam a humanidade, a preocupação com a preservação do meio ambiente ganha uma nova tonalidade: os limites da ação humana perante a natureza. Ademais, é cristalino que as mudanças climáticas estão cada vez mais intolerantes à procrastinação e aos interesses corporativos daqueles que acreditam que o  planeta é  infinito no que tange aos recursos naturais.

Assim sendo, é imprescindível que a sociedade incline-se para um debate mais claro,  fundamentado, desprovido de paixões políticas,  acerca das questões ambientais, a fim de promover soluções adequadas e em curto espaço de tempo para uma agenda tão importante do século XXI, a qual pode definir os rumos da humanidade.

É necessário ressaltar que durante o século XIX, a Filosofia já alertava o mundo sobre os efeitos da euforia cientificista da Revolução Industrial, sobretudo no que diz respeito ao posicionamento da humanidade perante os inúmeros avanços tecnológicos e os seus desdobramentos na sociedade industrial.

Acreditava-se em um futuro promissor, cujo avanço da Ciência seria a salvação para os problemas da humanidade e que a única forma válida de conhecimento  deveria possuir raiz unicamente  científica, relegando expedientes éticos a um patamar inferior  aos avanços aclamados durante a “Revolução das Máquinas”.

Infelizmente, a crença de que o futuro seria menos amargo por conta do avanço científico -muitas vezes desprovido de preocupação ética-  não chegou e muitos dos problemas de outrora ainda estão presentes, sendo que vários deles continuam a destruir a natureza com mais intensidade, tornando as soluções a cada vez mais imperiosas.

Por outro lado,  Filosofia pode contribuir para a preservação ambiental, uma vez que naturalmente tem o papel de compreender a realidade, fundamentar conceitos e propor um debate neutro para os traumas da contemporaneidade, fazendo com que interesses escusos sejam desvelados e a insensatez ideológica caia em descrédito perante a luz de um debate crítico.

De modo mais preciso, a Filosofia pode e deve assumir enfoque nas discussões acerca das mudanças climáticas, de modo a mitigar a influência de facções demagógicas (que tanto empobrecem e denigrem um debate tão importante) e consequentemente oferecer à sociedade respostas mais realísticas aos problemas inerentes ao nosso século.

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