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Artigo: Pais ou heróis?



* Erika de Souza Bueno

Quando transferimos aos nossos pais a ideia de heroísmo, não podemos de maneira alguma impor sobre eles a condição de seres inabaláveis, pois cada pai é um ser como qualquer outro. O que o difere, na verdade, é a forma tão especial como um dia ele se assumiu como pai, como nosso pai.

Contudo, a ideia de heroísmo pode ser perfeitamente defendida se, como herói, quisermos dizer que ele, nosso querido papai, é (co) protagonista de uma grande história, a história da nossa vida, que foi e está sendo construída sobre as bases de ensinamentos indispensáveis para cada um de nós.

Cada pai é um herói que não tem poder de vencer, sozinho, os muitos obstáculos impostos a nós pela vida, mas, em todos os momentos em que alguma pedra quiser nos impedir de continuar, bem sabemos que o nosso herói estará ali por perto, sempre disposto a nos confortar, ainda que seja apenas com a sua presença, a sua indispensável presença em cada instante de nossas vidas.

O heroísmo que por muitos é defendido só existe na ficção. Mesmo assim, ainda podemos identificar traços de um verdadeiro “homem de ferro”. Não obstante se imaginar tão forte como as características desse precioso metal, o que o torna forte de fato é o amor sem reservas que ele tem por nós, apesar de não saber muitas vezes demonstrar esse sentimento.

É comum este amor tentar embaraçá-lo nos passos do dia a dia. Às vezes, a mamãe precisa ser mãe dele também, puxando a orelha quando nos ajuda a bagunçar a casa, depois de momentos em sua amada companhia. Dá o maior trabalho colocar as coisas novamente no lugar depois de um domingo em casa com o papai.

O mais engraçado é que não há amor sem reservas nos super-heróis que aparecem na TV. Como, então, podemos chamá-lo assim? Ele é o nosso herói porque é e sempre será lembrado por nós pelas atitudes de coragem, ainda que essa coragem seja para nos acompanhar na hora de tomar uma injeção quando estamos doentes.

Às vezes nosso herói tira seu uniforme e vai conosco, numa tarde de domingo, ao parque perto da nossa casa para nos ajudar a fazer um gol ou a soltar pipa. Engraçado é quando ele age como nós. Deve ser por isso que é tão complicado impor sobre ele uma imagem de algo distante como são os super-heróis da TV.

Pai é herói porque busca ser nosso companheiro a todo custo, nem que seja por meio de um telefonema fora do horário comercial, quando já estamos cansados e querendo dormir. Pai tem mesmo dessas coisas e é isso que o diferencia de todos os demais homens. Ele é especial em ser tão comum em muito do que faz, mas mesmo assim consegue atrair nossa atenção para ele. Será que tem superpoderes para conseguir tal proeza?

Pai, com o seu dia sendo comemorado, é importante lembrá-lo de que nenhum herói vai fazer por nós o que o senhor já fez. O senhor é muito mais forte quando está consertando o carro que quebrou a caminho do passeio do fim de semana do que os super-heróis que conseguem erguer carros gigantes apenas com a força do braço e poderes especiais. Os seus poderes são muito mais especiais quando determina o horário de voltarmos para casa, ainda que façamos cara feia quando isto nos é imposto.

Não somente neste dia tão especial! O senhor sempre será o herói que dá mais audiência na história da nossa vida, a qual foi e está sendo edificada e sustentada pelos seus poderes mais do que especiais.

Erika de Souza Bueno é Editora do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br). Consultora-Pedagógica de Língua Portuguesa da empresa Planeta Educação. Professora de Língua Portuguesa e Espanhol pela Universidade Metodista de São Paulo. Articulista sobre assuntos de língua portuguesa e família.

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada
cristina@libris.com.br

 

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