Quinta-feira, 15 de julho de 2010 - 12h02
Raniery Araújo Coelho (*)
Neste dia 16 de julho, sexta-feira, comemora-se, mais uma vez, o Dia do Comerciante. Comerciante, como bem se sabe, é a pessoa que exerce o comércio, isto é, faz permuta de produtos e valores, faz o que chamamos, em economia, de distribuição do que é produzido para os consumidores. Como também se sabe, se cada pessoa produzisse tudo aquilo de que necessita para viver, não haveria comércio, pois, este sistema significa troca de bens (mercadorias) e serviços por dinheiro ou, em alguns casos, por outras mercadorias (escambo). Se todos produzissem para si mesmos, como no passado antes de existir a divisão do trabalho, a produção e a produtividade seriam bem menores, porque somente com a separação das produções em ramos, com a produção em grande escala os custos diminuem, se introduz as máquinas, o tempo de fabricação dos bens se acelera, mas, para isto é preciso que se deixe de produzir para auto-consumo e se crie a produção para o mercado. Que apareçam as pessoas que compram mercadorias para seu uso pessoal, que são os consumidores, e os que as adquirem para revender e obter lucro, que são os comerciantes.
O comércio, quando feito em pequenas quantidades, diretamente do comerciante para o consumidor, recebe o nome de comércio a varejo. A princípio, este comércio era praticado por pequenos estabelecimentos como padarias, mercearias, armarinhos, bares e outros. O crescimento das cidades e metrópoles exigiu grandes organizações varejistas foi quando surgiram, então, os supermercados e os shoppings centers. O comércio por atacado é efetuado do fabricante para o varejista. A compra e a venda de mercadorias produzidas e consumidas dentro do mesmo país são chamadas de comércio doméstico ou interno. Quando a troca se dá entre dois países, há o comércio internacional ou externo, isto é, a exportação e a importação. O desenvolvimento do comércio está, portanto, também muito ligado ao dos transportes e das comunicações e, no mundo atual, cada vez mais à internet.
Decorre, por conseguinte, que o comércio é um grande fator de aproximação dos homens e de progresso tendo uma importância primordial no desenvolvimento. Pode-se mesmo afirmar que a civilização somente avança quando o comércio cresce na medida em que, para prosperar, exige maior produção e segurança jurídica e política. Uma demonstração do crescimento de nosso país é o fato de que no Brasil, no período 2003-2007, houve um forte crescimento do número de postos de trabalho oferecidos pelo Comércio (crescimento de 2,4 milhões pessoas ocupadas). Também o comércio representa 10,3% da composição do Produto Interno Bruto de 2008, mas, quando somado ao setor serviços corresponde a 55,2% e, segundo a Pesquisa Nacional de Amostras Domiciliares-PNAD, possui um pessoal ocupado, portanto, dá emprego à 16,3 milhões de pessoas com um total de estabelecimentos comerciais que alcançaram o número de 1.173.362. Cada vez mais aumenta a percepção sobre a relevância das atividades de comércio e serviços na geração de renda e riqueza nas economias modernas. As atividades terciárias são, hoje, por excelência propulsoras do desenvolvimento econômico, pois aumentam a competitividade interna e internacional, geram empregos qualificados e aceleram o progresso tecnológico. Nós, em Rondônia, vemos que, com a modernização das lojas e o crescimento das cidades, nosso comércio melhora cada vez mais. E temos sim o que comemorar, mas, sem esquecer que para termos um futuro melhor precisamos lutar pelos projetos que são indispensáveis ao Estado, como o gasoduto de Urucu, ferrovias, eclusas e BRs, sem deixar de reclamar contra os males nacionais como a alta carga tributária, a necessidade de retirar os encargos sobre a folha de pagamentos, a flexibilização das relações trabalhistas, a desburocratização dos negócios, enfim, os obstáculos que impedem que possamos gerar mais renda e empregos. Nós, comerciantes, porém, temos o que comemorar. Muito do avanço do País se deve ao nosso trabalho diário e anônimo. Parabéns, comerciantes.
(*) Presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO.
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