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A BURRICE DO DEMÔNIO


Escrevo de Santiago, Chile, onde encerrei minha temporada de neve na terça passada, após a 14ª queda de esqui que me obrigou a imobilizar a perna direita por um mês, segundo o médico da estação Valle Nevado.

A programação era descermos da Cordilheira na sexta, direto para o aeroporto de Santiago para embarcarmos na TAM para Guarulhos. Além da tal queda que me forçou a encerrar mais cedo a temporada, a tragédia de Congonhas deixou não só a mim, mas a todos os brasileiros – 70% dos hóspedes de Valle Nevado,  indignadamente tristes.

Ao retornar a Santiago pude apreciar melhor esta bela, civilizada e potente capital latino-americana. Passamos por um canteiro de obras magistral – um dos inúmeros espalhados pela capital chilena – e o motorista disse que ali se erguerá o mais alto prédio da América do Sul, com 300 metros de altura e 70 andares.

Antes porém, ao percorrermos a avenida Las Condes, fiquei impressionado com a quantidade de prédios sofisticadíssimos que indica a prosperidade econômica deste inquietante País. Outra coisa que me chamou bastante a atenção nessa avenida foi a quantidade de concessionárias das mais diversas, caras e sofisticadas marcas de veículos do mundo inteiro. Uma ao lado da outra. Convivendo civilizadamente e, pelo visto, vendendo muitíssimo.

Não me importo com marcas ou modelos de carros, mas este fato demonstra evidente altivez econômica de um País.

Após tanta satisfação com a prosperidade deste País irmão, com a garra de seu povo, que trabalha incansavelmente para ser o número um da América Latina, me deparo com o diabólico atraso da política da minha Aldeia das barrancas do Madeira, imortalizado pelas práticas funestas do deputado Valter Araújo e do vereador Kruger Darwich.

Já disse ao vereador Kruger, ao encontrá-lo no Tom Marrom dias atrás, que a empreitada dele, do deputado Valter Araújo, com a ajuda de Mário Calixto contra a construção de um shopping center na Av. Calama era sobretudo uma idiotice. Falei com tanta convicção e indignação que achei que Kruger tinha se convencido da burrice dos propósitos dessa trinca diabólica.

Agora, depois que a Prefeitura autorizou o empreendimento, com razoáveis contrapartidas ao município, o próprio Kruger entra com ação popular e o deputado Valer Araújo suja novamente as mãos – me parece que sujas por natureza – com uma lei absolutamente ilegítima contra um empreendimento indiscutivelmente necessário para nossa cidade.

É certo que Valter e Kruger defendem, confessadamente ou não, os interesses do outro empreendimento da mesma natureza que se ergue em nossa Capital. Defender interesses individuais, mesmo escusos, é um direito de qualquer cidadão ou homem público.

Agora o que estarrece são os métodos e a lógica diabólica dessa dupla. Usam o modus operandi da decadente máfia americana. Nem mesmo as modernas máfias russa, chinesa e japonesa utilizam métodos de enfrentamento tão obsoletos.
Essa lei encomendada de Valter Araújo, aprovada em verdadeiro Conciliábulo, não tem evidentemente qualquer efetividade jurídica porque fruto de conveniências inconfessáveis e vai de encontro ao princípio da razoabilidade e da lídima finalidade da produção legislativa, além de que se constitui em afronta à inteligência mediana.

E por incrível que pareça, esse Valter Araújo e o Kruger não se dão conta de que sua luta é uma luta perdida, porque ilegítima, criminosa - contra os interesses da cidade e do Estado – e, sobretudo, burra porque, como dizia o filósofo Collor de Mello, "quem tem competência que se estabeleça" e o grupo empresarial do Porto Velho Shopping é competente e merece se estabelecer em nossa Capital, apesar da burra empreitada dos demônios.

Da mesma forma torço para que se concretize em curto prazo o empreendimento semelhante da Avenida Mamoré, tal qual as inúmeras concessionárias de veículos da Las Condes que convivem harmonicamente.
Fonte: Ernande Segismundo é advogado portovelhense.

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