Terça-feira, 5 de fevereiro de 2019 - 10h38

Métodos e manobras à parte, o fato concreto é que o governo Bolsonaro fez barba, cabelo e bigode nas eleições para a direção do Congresso Nacional.
Se não fossem os desatinos e as trombadas entre os quatro feudos do governo (militares, lavajateiros, ultraliberais e olavistas), Bolsonaro teria céu de brigadeiro para começar a governar, com os outros dois poderes sob controle e a oposição desmantelada.
Quando voltar da cirurgia, o presidente vai encontrar uma Brasília dócil e submissa, disposta a atender todos os seus desejos.
Com a faca e o queijo na mão, poderá aprovar a toque de caixa a reforma da Previdência, caso seus fundamentalistas fanáticos sosseguem o facho e não atrapalhem.
Para isso, conta com a boa vontade de Rodrigo Maia, que deu um passeio na eleição para a Câmara, e um Senado sem Renan Calheiros na presidência, agora com o desconhecido Davi Alcolumbre teleguiado por Onyx Lorenzoni, que já está costurando uma aliança do PSL com o PSDB.
ada de “nova política”, portanto. Em certos casos, mudaram só as moscas; em outros, nem isso.
Os maiores problemas para Bolsonaro continuam dentro do seu governo, com o vice, o falante general Mourão num papel nada decorativo, muito ao contrário, e o PSL em pé de guerra brigando por nacos de poder.
O que virá depois dos 100 dias de lua de mel é outra história, mas de qualquer forma sua situação é muito mais tranquila do que a de Dilma Rousseff, que iniciou o segundo mandato já enfrentando a guerra aberta para derrubá-la, comandada por Eduardo Cunha na presidência da Câmara, em parceria com o MDB de Michel Temer e o PSDB de Aécio Neves.
Para superar sem maiores traumas este período, o capitão reformado precisará controlar seus três filhos parlamentares, domesticar o PSL e torcer para que não avancem as investigações sobre as ligações dos Bolsonaros com a milícia carioca, uma tarefa aos cuidados de Sergio Moro.
É o que temos para o momento, enquanto o presidente se recupera da cirurgia.
Vida que segue.
Domingo, 22 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Só 200 cargos comissionados é pouco
Dependendo do número de habitantes do município, o executivo é obrigado a repassar à Câmara Municipal entre 3,5% e 7% da receita tributária e de tra

Vorcaro, “um homem de mãos e consciência limpas”!
O Brasil mais parece uma árvore centenária – bonita por fora, mas podre por dentro, completamente destruída pela ação do vírus da corrupção. E o pio

A cultura do colete salva-vidas
Eu não sei nadar. Consigo, sem problemas, entrar numa piscina para me divertir. Mas se for num grande volume de água, como um lago, o rio

O Martírio silencioso e a Urgência de ver e atuar Um relógio humano marca, a cada onze segundos, uma mutilação genital feminina no mundo. Este não
Domingo, 22 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)