Porto Velho (RO) quarta-feira, 30 de setembro de 2020
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TCE aprova nome de Rochilmer para Regional de Cacoal


 
O prédio da Secretaria Regional de Controle Externo do Tribunal de Contas em Cacoal, que está em fase final de acabamento, devendo ser inaugurado neste primeiro semestre, levará o nome do conselheiro Rochilmer Mello da Rocha, falecido em 2010. A homenagem, por indicação da Presidência do TCE, foi aprovada por unanimidade pelo Pleno, durante a sessão desta quinta-feira (17).TCE aprova nome de Rochilmer para Regional de Cacoal - Gente de Opinião

Na indicação, o presidente da Corte, conselheiro José Gomes de Melo, lembra que “assim como aconteceu com o conselheiro Hélio Máximo Pereira, patrono da primeira unidade do TCE, inaugurada em Vilhena, também no caso do conselheiro Rochilmer deve-se destacar que não se trata de indicação exclusiva ou própria da Presidência, mas a condensação de um sentimento comum dentro de nosso Tribunal”.

Esse sentimento, segundo a mensagem presidencial, se deve não só à trajetória vitoriosa e recheada de glórias e sucessos do conselheiro nos 22 anos de vida funcional dentro da Corte, mas também “à figura humana ímpar que foi Rochilmer Mello, pai de família exemplar, amigo de todas as horas, sempre com uma palavra amiga e conciliadora a nos auxiliar no que fosse preciso”.

Por fim, o presidente lembra aos demais pares que, ao proporcionar tal homenagem, o Tribunal de Contas está, também, eternizando na memória de todos os rondonienses o nome do conselheiro Rochilmer Mello, “um exemplo de integridade, dedicação e verdadeira paixão por seu trabalho”.


O HOMENAGEADO

Advogado, jornalista e conselheiro do Tribunal de Contas por 22 anos, Rochilmer Mello da Rocha nasceu em 22 de novembro de 1939, em Humaitá, então distrito de Calama, na época pertencente ao estado do Amazonas. Era filho de Joaquim Pereira da Rocha, seringalista pioneiro e descobridor da cassiterita na região, e de Noêmia Mello da Rocha, professora.

No auge da mocidade, foi para o Rio de Janeiro, onde estudou Direito na Universidade do Estado da Guanabara, atual UERJ. Também no Rio, atuou como jornalista no “Correio da Manhã” e foi, ainda, colunista no jornal “O Dia”.

Formou-se em Direito em 1963, retornando a Porto Velho no ano seguinte, quando passou a exercer a advocacia. Em 1966, voltou a militar na área de jornalismo, uma de suas paixões. Foi redator-chefe do jornal “O Guaporé”, função que exerceu até 1975, sendo um dos fundadores do jornal “A Tribuna”, órgão que dirigiu até 1987.

Ainda na década de 1970, exerceu o cargo de secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre os anos de 1974 e 1976. Em janeiro de 1980, assumiu a chefia da Casa Civil do então Território Federal do Guaporé, já em processo de transformação em Estado.

Quando ocorreu a aposentadoria do conselheiro José Renato da Frota Uchoa, a primeira vaga aberta dentre os membros fundadores do TCE, Rochilmer Mello da Rocha estava atuando na iniciativa privada, sem vinculações com a administração pública. Desse modo, em 18 de setembro de 1987, tornou-se conselheiro do Tribunal de Contas.

Ainda em 1987, foi eleito para presidir a Corte de Contas, tendo sido reconduzido à presidência no ano seguinte. Exerceu um terceiro mandato de presidente, no biênio 2002-2003. Ocupou, também, os cargos e funções de corregedor e presidente da 1ª e da 2ª Câmaras.

Após 22 anos de atividades, o conselheiro Rochilmer deixou o Tribunal em 2009, ao completar 70 anos, falecendo em 13 de setembro de 2010, no Rio de Janeiro. Era casado com Margarida de Paula Rocha e tinha quatro filhos: Rochilmer Mello da Rocha Filho, Ana Lúcia Rocha Rangel, Daniela de Paula Rocha e Maria Lisieux de Paula Rocha.

Fonte: Ascom
 

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