Quinta-feira, 23 de abril de 2009 - 08h57
Programa municipal reuniu centenas de voluntários para a catação do molusco que se tornou praga no município
Na semana passada Rolim de Moura viveu seu dia D no combate ao caramujo africano. A superpopulação do molusco obrigou as autoridades em saúde do município a organizar um intenso programa de combate ao animal que se tornou praga em boa parte da cidade. Para evitar a transmissão de doenças, a proposta foi reunir voluntários e catar manualmente os animais, para incineração. A meta não é só diminui-los em número, mas conscientizar a comunidade.
O trabalho começou às 06h do último sábado, 18, com concentração na frente do ginásio de esporte do bairro Olímpico. A região foi escolhida para a primeira etapa da ação, por ser a mais atingida pelo achatina fulica, nome ciêntífico dessa espécie de caramujo. Ao menos 200 pessoas, entre agentes comunitários, universitários e lideres de entidades vestiram luvas e pegaram sacos plásticos para a coleta. Foram mais de três horas de trabalho intenso casa à casa.
É uma experiência, um teste que estamos fazendo. Acredito que não vamos conseguir acabar completamente com eles, mas pelo menos vamos diminuir bem a incidência. O melhor é a conscientização. Foi muito bom ver os próprios moradores pedindo as luvas para ajudar na catação, lembrou Abílio Ikesire, coordenador do programa municipal de combate ao caramujo.
A estimativa das secretarias de saúde e agricultura do município é que esse primeiro arrastão do caramujo tenha coletado mais de duas toneladas do molusco. O volume teve que ser transportado até o aterro sanitário da cidade em um caminhão basculante. Lá, os animais que já estavam acondicionados em cal virgem, foram incinerados. A proposta, segundo o próprio prefeito do município, é agir enquanto é tempo e evitar que a praga se alastre.
Existem cidades por aí que já não conseguem mais fazer um trabalho como esse. Vamos fazer novos arrastões, mas o principal, o trabalho diário terá que ser feito pelos moradores. Vamos organizar coletas semanais desse caramujo, mas isso tem que vir com a limpeza dos terrenos baldios, dos quintais, porque nós só vamos acabar com essa infestação se trabalharmos juntos, explicou Tião Serraia, em seu discurso ao final das atividades.
O caramujo africano gigante foi trazido ao Brasil ilegalmente na década de 1980, por pesquisadores do Paraná. O objetivo era torna-lo comestível, como uma espécie de esgargot brasileiro. As primeiras experiências não deram certo, por causa das doenças provocadas pela mucosa do molusco. O experimento foi abandonado e os indivíduos que estavam na fazenda experimental se proliferaram, invadindo e migrando para praticamente todo o território nacional.
Fonte: Gregório Max
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