Porto Velho (RO) segunda-feira, 10 de maio de 2021
×
Gente de Opinião

Municípios

RESERVA ROOSEVELT: Seqüestro com curso e regalia


Oficial da ONU pôde até ligar para tranqüilizar mulher

Foi tranqüila a estada do espanhol David Castro Neto, oficial do Alto Comissariado da ONU, entre os cintas-largas. Nos quatro dias em que esteve formalmente seqüestrado, na Aldeia Roosevelt, em Rondônia, ele até ministrou um curso de capacitação em direitos humanos aos índios.

Na verdade, ele havia ido até a aldeia exatamente para o curso, aplicado pela ONU entre minorias de países pobres, com o intuito de ajudar na identificação e na denúncia de violações de direitos humanos.

Logo na sua chegada, em meio a uma recepção festiva, os índios avisaram-no, juntamente com um pedido de desculpas, de que ele ficaria retido até que o presidente da Funai fosse visitar a aldeia.

No segundo dia, quando circulou pelo mundo a notícia de que um enviado da ONU tinha sido seqüestrado, os índios providenciaram um telefone para que David ligasse para a Espanha e tranqüilizasse sua mulher. Num dos momentos de confraternização, ao fim de um dia de curso, lhe ofereceram chicha, espécie de cerveja indígena. Em outra ocasião insistiram para que dissesse o que estava com vontade de comer. Quando Castro respondeu, por delicadeza, sem pensar muito, que gostaria de um prato de carne, não titubearam: abateram um boi.

O procurador Reginaldo Pereira Trindade, que acompanhava o oficial da ONU, também teve tratamento especial. Quando a mulher dele disse que estava preocupada com o filho, que ficara com amigos na vizinha cidade de Espigão d''''Oeste, os índios também autorizaram ligações telefônicas e até disseram que poderia ir até lá, se quisesse. Como preferiu ficar com o marido, depois de tranqüilizar a família, os índios autorizaram o motorista que acompanhava o grupo e também tinha sido seqüestrado a ir até à cidade buscar mais roupas para ela.

David só não gostou do fato de ter de deixar Rondônia após o episódio do seqüestro. O plano dele era continuar mais alguns dias na região, para ministrar o mesmo curso aos índios suruís, cuja reserva fica próximo dali. Apesar de todas as deferências, contudo, os cintas-largas não o convidaram para ver a área do garimpo, localizada a menos de 20 quilômetros da aldeia onde ficou.

Fonte: Estadão de São Paulo

Mais Sobre Municípios

Tarifa a R$1 no transporte coletiva começa a valer na segunda-feira (10)

Tarifa a R$1 no transporte coletiva começa a valer na segunda-feira (10)

No próximo domingo (9), encerra o prazo de gratuidade da tarifa no transporte coletivo em Porto Velho. A partir de segunda-feira (10), até o dia 9 de

Iniciada as ações de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em Rolim  de Moura

Iniciada as ações de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em Rolim de Moura

A Secretária Municipal de Assistência Social de Rolim de Moura (RO) Sandra Miranda, informou que as ações para chamar atenção da sociedade rolimoure

ACR reivindica aumento do número de ônibus em Porto Velho

ACR reivindica aumento do número de ônibus em Porto Velho

A mais antiga e prestigiada associação comercial de nosso estado, a Associação Comercial de Rondônia-ACR, fundada em 30 de setembro de 1928, sob o n

Servidores da saúde de Porto Velho avaliam importância da rotina de dedicação

Servidores da saúde de Porto Velho avaliam importância da rotina de dedicação

O Dia do Trabalhador esse ano é diferente para muitos dos servidores do município de Porto Velho. A pandemia da Covid-19 mudou a rotina para quem atua