Porto Velho (RO) domingo, 27 de setembro de 2020
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Prefeitura de Candeias inicia distribuição de mosquiteiro


A Prefeitura de Candeias do Jamari, em parceria com o Ministério da Saúde, iniciou esta semana a instalação de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração. A ação iniciou pelo bairro Satélite e faz parte da estratégia para reduzir os índices de malária no município.

De acordo com o Programa Estadual de Controle da Malária, Candeias do Jamari por ser uma região cercada por rios e igarapés ambiente vulnerável a proliferação do mosquito, até o ano passado esteve entre os 13 municípios com alto risco de transmissão da doença, sendo responsável por 10,11% das notificações no Estado de Rondônia.

A meta da Secretária Municipal da Saúde (Semsau) é de instalar 24 mil mosquiteiros em aproximadamente oito mil imóveis (uma média de três mosquiteiros por casa) nas zonas rural e urbana. As residências estão localizadas nas áreas de transmissão da doença.

A secretária da Saúde do município, Adriana Rodrigues, observou que na região priorizada a incidência da doença tende aumentar nesta época do ano, por causa do aumento do nível das águas do rio Jamari que circunda o município.

Para ela, os mosquiteiros impregnados protegerão não apenas as pessoas que utilizaram o material à noite, mas também a comunidade. Isso porque, quanto menos pessoas infectadas, menor o risco de o parasita ser transmitido.

“Os mosquiteiros serão instalados em dezessete comunidades do município e poderão ser utilizados em redes e camas . O material agirá como barreira física de proteção, além de possuir ação repelente por conter inseticida impregnado na trama do tecido, capaz de matar os mosquitos que tentam ultrapassar o obstáculo” disse a secretária.

A subsecretária de Saúde, Neuzeli Mariano, disse aindaque as equipes da Semsau irão orientar também a população para o uso correto e contínuo das peças de proteção. “Essa ação visa diminuir a morbidade e mortalidade por malária em Candeias do Jamari, que até o ano passado ainda concentrou um alto índice de transmissão da doença” ressaltou Neuzeli.

Malária - A malária é uma doença infecciosa aguda, causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium. A transmissão natural ocorre por meio da picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, que se infecta ao sugar o sangue de um doente. O ciclo se inicia quando o mosquito pica um indivíduo com malária, sugando o sangue com parasitas (plasmódios). No mosquito, os plasmódios se desenvolvem e se multiplicam. O ciclo se completa quando estes mosquitos infectados picam um indivíduo, levando os parasitas de uma pessoa para outra.

Os criadouros preferenciais do mosquito transmissor da malária são coleções de água limpa, sombreada e de baixo fluxo, muito frequentes na Amazônia brasileira. Em humanos, se não for tratada, a malária pode evoluir rapidamente para a forma grave e levar o indivíduo a óbito. Entre os sintomas, os mais comuns são dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza, febre alta e calafrios. O período de incubação varia de oito a 17 dias, podendo, entretanto, chegar a vários meses em condições especiais.

A malária é uma doença que tem cura e o tratamento é eficaz, simples e gratuito. A confirmação laboratorial é feita por meio do exame da gota espessa. O procedimento consiste na visualização, utilizando um microscópio, de possíveis parasitas em lâminas que contêm uma gota do sangue do paciente. Outro método é o teste de diagnóstico rápido, que pode ser usado em áreas remotas, onde o diagnóstico padrão (gota espessa) não existe ou não é possível de ser realizado.

Ainda não existe uma vacina disponível contra a malária. Contudo, algumas medidas de proteção individual contra picadas de insetos devem sempre ser utilizadas, principalmente nas áreas de risco. Essas medidas são: 1) uso de mosquiteiro/cortinado impregnado com inseticida; 2) uso de telas nas portas e janelas; 3) uso de roupas claras, camisas com manga longa e calças compridas durante atividades de exposição elevada; 4) uso de repelente, que deve ser aplicado nas áreas expostas da pele, seguindo-se a orientação do fabricante sobre o prazo para reaplicação do produto; 5) evitar locais de banho em horários de maior atividade do mosquito.

Estatísticas - A situação da malária no Brasil e no mundo. As estatísticas revelam a necessidade de se adotar ações para diminuir o número de casos. Atualmente, cerca 243 milhões de casos e 863 mil óbitos são registrados por ano em todo o planeta. As regiões mais afetadas são África, América do Sul e Ásia. No Brasil, 49 milhões de pessoas vivem em áreas de risco. Em 2010, o país registrou aproximadamente 310 mil casos confirmados, 4.500 internações e 79 mortes relacionadas à doença.

Fonte: Shyley Saissem

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