Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Municípios

Mudança no código de inspeção é vitória da Comissão de Agricultura, diz Amorim



O anúncio de um novo regulamento que simplifica as regras de inspeção sanitária no país foi saudado pelos deputados membros da Comissão de Agricultura da Câmara, que lutam por alterações no RIISPOA, o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal, regido por um decreto que está em vigência há 57 anos. A avaliação é do deputado federal Ernandes Amorim (PTB).

A elaboração do novo regulamento foi anunciada pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stefhanes, durante audiência na terça-feira (1), para discutir com os parlamentares, a lei que rege a inspeção de produtos de origem animal e a Operação Abate. O regulamento deve ser enviado ao Congresso ainda nesse semestre.

De acordo com Amorim, dos 800 artigos do atual RIISPOA, apenas 3,4% foram preservados em estudos recentes, sendo que 49 % foram alterados e 47 % foram revogados por estarem totalmente obsoletos. Mais de 96 % dos artigos, segundo ele, podem ser jogados na lata do lixo.

Além de “caduco”, esse código estaria eivado de duplicidades e conflitos entre normas das mais variadas origens, o que confunde o produtor, pois gera grandes dificuldades em identificar qual a norma ou parâmetro deve ser seguido. “O que permite diversas interpretações, facilitando desvios e corrupção de maus fiscais que usam suas prerrogativas de maneiras discricionárias, a que mais lhe convier, para punir ou para facilitar as ações de seus protegidos”, afirma Amorim.

O parlamentar disse ao ministro que defende a regionalização da fiscalização, e que as normas não sejam únicas e rígidas, pois não se pode exigir a uma planta do interior, que trabalha apenas no mercado local e regional, as mesmas exigências de uma grande indústria exportadora, que deve atender os requisitos internacionais, para onde vão os seus produtos.

“É inconcebível que uma simples aprovação de um rótulo para uma apicultura leve anos para ser liberado, assim como uma fiscalização simples em uma pequena unidade industrial,dependa de Brasília, fato que prejudica a cadeia produtiva do Estado, que é composta em sua maioria de pequenas e médias plantas, que ficam sob o jugo opressor e humor dos tais fiscais donos do Ministério da Agricultura”, disse.

Fonte: Yodon Guedes

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 14 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Sebrae em Rondônia apoia Itapuã do Oeste na melhoria do ambiente de negócios

Sebrae em Rondônia apoia Itapuã do Oeste na melhoria do ambiente de negócios

O Sebrae em Rondônia iniciou, em 2026, o Diagnóstico do Índice de Ambiente de Negócios (IAN) nos municípios do estado, por meio do Projeto Cidade Em

Sem aumento da taxa do lixo, Porto Velho vira a página e entra em 2026 com obras, investimentos e responsabilidade fiscal

Sem aumento da taxa do lixo, Porto Velho vira a página e entra em 2026 com obras, investimentos e responsabilidade fiscal

A coleta e o descarte adequado do lixo urbano em Porto Velho seguem garantidos pela Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD), sem qualquer aumen

Natal Porto Velho Luz chega ao fim com recorde de público e aprovação da comunidade

Natal Porto Velho Luz chega ao fim com recorde de público e aprovação da comunidade

Sucesso de público, bom gosto e aprovação da comunidade. Assim podem ser resumidos os 50 dias em que o Natal Porto Velho Luz, no Parque da Cidade, est

Prefeito de Porto Velho lidera ranking nacional em avaliação inédita de serviços públicos

Prefeito de Porto Velho lidera ranking nacional em avaliação inédita de serviços públicos

Porto Velho aparece no centro do debate nacional sobre gestão pública após os resultados preliminares da maior avaliação independente de serviços pú

Gente de Opinião Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)