Sexta-feira, 25 de maio de 2012 - 17h13
O prefeito de Ji-Paraná, José de Abreu Bianco, o secretário de Saúde daquele município, Abrahim Chamma, e dois servidores públicos – Juraci Ferreira Dias e Edilson Shockness – estão sendo processados pelo Ministério Público Federal (MPF). A acusação é de improbidade administrativa. Segundo o MPF, os réus exigiram que a Ulbra (Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná) e a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) substituíssem seus representantes no Conselho Municipal de Saúde (CMS) como condição para que o Município renovasse convênio de estágio com a Ulbra e repasse de verbas à Apae.
Entre as obrigações do Conselho de Saúde está a fiscalização da movimentação dos recursos financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante investigações, o MPF apurou que os representantes da Ulbra e da Apae, Denise Cheavegatti e Victor Venâncio Araoz, “vinham realizando efetiva fiscalização das ações do Município na área da saúde, o que gerava desconforto à administração municipal”.
Segundo o MPF, o prefeito José Bianco e o secretário de Saúde Abrahim Chamma condicionaram a manutenção do convênio entre a prefeitura e a Ulbra à substituição da representante daquela Universidade no CMS. A investigação do MPF apurou que, com a possibilidade de comprometer o estágio de seus alunos na rede de saúde da prefeitura, a Ulbra substituiu a conselheira e, posteriormente, desistiu de fazer parte do CMS.
Já no caso da Apae, a exigência da administração municipal foi retransmitida pelo servidor público Juraci Ferreira Dias. Em reunião com a direção da Apae, Juraci informou que o então representante da Apae estaria “tumultuando as reuniões do Conselho” e que os conselheiros deveriam “continuar fazendo o bom trabalho que sempre fizeram”. Na reunião também estava presente o então presidente do CMS, Edilson Shockness, que assistiu a tudo sem se opor. A Apae recusou-se a substituir seu representante.
O procurador da República Rudson Coutinho argumenta que “as condutas dos réus tiveram o objetivo de interferir indevidamente na livre atuação do Conselho Municipal de Saúde. A efetiva independência do Conselho é fundamental para garantir a fiscalização dos recursos da saúde”.
O MPF pede a condenação dos réus à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa de até cem vezes o valor de suas remunerações, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos fiscais.
Fonte: MPF/RO (www.prro.mpf.gov.br)
Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Prefeito de Porto Velho lidera ranking nacional em avaliação inédita de serviços públicos
Porto Velho aparece no centro do debate nacional sobre gestão pública após os resultados preliminares da maior avaliação independente de serviços pú

Ponte de madeira de sete metros será instalada no Skate Parque de Porto Velho
A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), iniciou a construção de uma ponte de madeira no Skate Parqu

2025: o ano em que Porto Velho voltou a se reconhecer no espelho
Por muito tempo, Porto Velho conviveu com um sentimento silencioso de distanciamento entre a cidade e seus moradores. Em 2025, esse ciclo começou a

Porto Velho começa 2026 com obra de revitalização do Parque Circuito
Símbolo de memória, lazer e pertencimento para a população de Porto Velho, o Parque Circuito é um dos espaços públicos mais tradicionais da capital. L
Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)