Sexta-feira, 4 de maio de 2012 - 17h26
O Ministério Público de Contas (MPC) interpôs representações junto ao Tribunal de Contas (TCE) objetivando a rescisão, dentro de no máximo 45 dias, das contratações diretas, ou seja, sem licitação, realizadas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para o serviço de transporte escolar de alunos nos municípios de Vale do Anari e Guajará-Mirim.
O prazo estabelecido (45 dias), segundo o MPC, é suficiente para que sejam concluídas as licitações, inclusive as já iniciadas pela Superintendência de Compras e Licitações (Supel), visando atender à Seduc com serviços de transporte escolar para os dois municípios.
Somadas, as contratações diretas realizadas pela Seduc chegam à cifra de quase R$ 2 milhões. Em Guajará, o contrato foi assinado com a empresa Flecha Transportes e Turismo Ltda, no valor total de R$ 1.010.691,00. Já em Vale do Anari, o valor total é de R$ 889.318,80, sendo o serviço prestado pela empresa Vida Transporte Ltda.
As contratações foram alvo de investigação do MPC, em virtude de a Seduc não ter apresentado motivos suficientes para justificar a dispensa da licitação. No caso de Guajará, o motivo alegado pela Secretaria para as contratações sem licitação foi a não renovação do convênio para o transporte escolar com a prefeitura local, devido a desinteresse do gestor municipal.
Já em Vale do Anari, a informação foi a de que a renovação do convênio não ocorreu em virtude da morosidade na entrega de certidões por parte da prefeitura no decorrer da execução do processo.
Em ambos os casos, houve, segundo o Ministério Público de Contas, afronta à Lei das Licitações e Contratos, já que o procedimento licitatório deixou de ser realizado por falta de planejamento e inércia da administração, resultando em uma falsa situação de emergência.
Porém, em obediência ao princípio da razoabilidade e para evitar prejuízos ao interesse público, o MPC recomenda a manutenção do transporte escolar, pelo período de 45 dias, nos moldes do que já foi contratado.
Além disso, o Ministério Público de Contas requer junto ao TCE a apuração e saneamento de eventual irregularidade nos dois procedimentos de dispensa de licitação, inclusive promovendo a identificação dos responsáveis e apuração de eventual dano ao erário.
Diante da possibilidade de responsabilização, os gestores têm até 15 dias para se defenderem, apresentando justificativas e documentos.
Fonte: TCE
Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Prefeito de Porto Velho lidera ranking nacional em avaliação inédita de serviços públicos
Porto Velho aparece no centro do debate nacional sobre gestão pública após os resultados preliminares da maior avaliação independente de serviços pú

Ponte de madeira de sete metros será instalada no Skate Parque de Porto Velho
A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), iniciou a construção de uma ponte de madeira no Skate Parqu

2025: o ano em que Porto Velho voltou a se reconhecer no espelho
Por muito tempo, Porto Velho conviveu com um sentimento silencioso de distanciamento entre a cidade e seus moradores. Em 2025, esse ciclo começou a

Porto Velho começa 2026 com obra de revitalização do Parque Circuito
Símbolo de memória, lazer e pertencimento para a população de Porto Velho, o Parque Circuito é um dos espaços públicos mais tradicionais da capital. L
Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)