Porto Velho (RO) domingo, 27 de setembro de 2020
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Manifesto de repudio da fiscalização da Terra Indígena Sete de Setembro


Sempre soubemos nos calar, respeitar a competência dos órgãos responsáveis

que garantem a manutenção da educação, saúde e fiscalização nos

territórios indígenas. Também soubemos no manifestar a nosso modo com

respeito e responsabilidade. Mais uma vez lá vamos nós clamar por proteção

de nosso território.

 
No ano de 2009, Quando sentimos nossa integridade ameaçada pelos invasores

nos comunidade da linha 12 tomamos coragem e manifestamos e denunciamos a

extração de madeiras no interior da terra indígena Sete Setembro município

de Cacoal RO (na época na gestão de Valmir de Jesus, ADM substituto da

FUNAI local). Isso resultou com que o povo Surui realizasse várias

reuniões e Elaboramos vários documentos e ofícios para Órgãos competentes

solicitando apoio e fiscalização na Terra indígena Sete Setembro.

 
De 2009 até o primeiro semestre de 2010 houve paralisação total da

extração de madeiras no interior da Terra indígena. Barreiras montadas

pela FUNAI nos pontos estratégicos (linha 7 e linha 14 aldeia placa).

Fazem o monitoramento com intenção de impedir o acesso de invasores no

interior da terra indígena. Parece que isso não tem sortido efeito. Até

por que há existência de colonos meeiros e madeireiros no interior da

terra indígena, sem que a FUNAI nada faça para retirá-los, embora tenha

sido denunciado.

 
Á pedido de colonos que querem ampliar seus cafezais, bananais e serrar

madeiras para próprio beneficiam, alguns indígenas recorrem a FUNAI

solicitando uma autorização para tal individuo com a justificativa de que

o colono irá fazer derrubada de mais ou menos dois hectares para fazer  a

roça indígena, já que a fiscalização da FUNAI não toma nenhuma atitude

para impedir e  não faz o acompanhamento da atividade do colono invasor na

Terra Indígena este aproveita derruba vários hectares e  rouba a  madeira

da terra indígena, com a conivência da FUNAI.

 
Já os madeireiros, conseguiram adentrar no interior da terra indígena Sete

Setembro pelo município de Pacarana já que subornaram indígenas Surui

moradores de aldeias daquela região. A FUNAI e Policia Federal local são

sabedores disso, mais até o momento quase nada fizeram para impedir a

invasão.


Soubemos que houve uma fiscalização com a FUNAI, Policia Federal e Força

Nacional, que foi um completo desastre e onde 5 indígenas que são os

envolvidos com o roubo ilegal de madeira, impediram a equipe de

fiscalização de atuar. Não dar para entender como isto pode ocorrer com

forças policiais e a FUNAI!

 
Há uma semana ouvimos dizer que existe garimpagem crandestina com acesso

por uma fazenda na proximidade da linha 15 também no interior da Terra

Indígena. A grande questão é porque os órgãos competentes não se

manifestam, não atuam e quando fiscalizam tem medo dos infratores?

 
Perguntamos isto porque as lideranças Paiter Surui já enviaram documentos

pedindo apoio para manter o monitoramento e a fiscalização da Terra

Indígena Sete de Setembro.

 
Parece-nos que as autoridades competentes, apóiam ou são coniventes com a

exploração ilegal da Terra Indígena Sete de Setembro, pois todos são

conhecedores das ilegalidades que estão sendo praticadas no interior do

território.

 
Pena que os indígenas que aceitam suborno não têm ainda a plena

consciência de que apóiam a ilegalidade e a atitude dos órgãos

responsáveis por manter a lei, só colabora para manter a impunidade e

manter os indígenas na criminalidade.

 
O território que sendo explorado de forma sustentável, dentro do que

permite a normas ambientais e legais traz beneficios  a todo o povo Paiter

Surui, ao municipio e aos Estados de Rondônia e Mato Grosso, mais da forma

como estar sendo permitido aos invasores, infratores e ladrões de madeira

e de terra,  com influencia dos invasores sobre alguns indígenas da região

de Pacarana e da Linha 14, só trará prejuízo a toda a população do povo

indígena Paiter Surui e prejudicará o desenvolvimento do Plano de Gestão

de 50 anos do Povo Paiter Surui já que as ações neste propostos são a

longo e médio prazo.

 
O Parlamento Paiter Surui, busca o dialogo com todos e procura contribuir

para melhorar a atuação do Governo brasileiro na implementação das

políticas públicas e em suas decisões de planejamento de ações para os

territórios indígenas no Brasil, a exemplo do Projeto de Carbono Surui,

que embora esteja pronto ainda aguardamos a posição da FUNAI.

 
Queremos alertar que não podemos aceitar e ser coniventes com invasões e

os crimes cometidos em terra indígena sejam por funcionários de órgãos

públicos ou por indígenas.

 
E que esperamos que a Polícia Federal, a FUNAI e o IBAMA atuem na defesa

das terras indígenas, e que no caso da Terra Indígena Sete de Setembro,

retire todos os invasores e pune aqueles que cometem crimes ambientais ou

que permitem que o crime ocorra no interior do território indígena.

 
Esperamos que este manifesto surta efeito e que as autoridades possam

tomar providencias e acabar de uma vez por toda com a essa ilegalidade no

interior do território indígena Sete Setembro.

 

Naraykosar Julio Surui

Labiway do parlamento Surui

Cacoal, 13 de setembro de 2011.

 

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