Porto Velho (RO) domingo, 20 de setembro de 2020
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FLONA DO JAMARI: Amorim recorre da Justiça


As alterações feitas pelo Serviço Florestal Brasileiro – órgão responsável pelo processo de licitação para uso da Floresta Nacional (Flona) do Jamari -, atendem, segundo o deputado federal Ernandes Amorim (PTB), parte de seus apelos dirigidos ao Ministério do Meio Ambiente para que se amplie a participação dos eventuais beneficiados no empreendimento, e das empresas de Rondônia.

O edital de exploração da Flona Jamari seria publicado no dia 31 de outubro, mas foi adiado para o dia 14 próximo, e estão agendadas novas reuniões e audiências públicas nos dias sete, oito e nove, em Porto Velho, Cujubim e Itapuã do Oeste, respectivamente.

Amorim lidera um movimento que envolve Governo do Estado e Assembléia Legislativa, contrário à forma como o Serviço Florestal Brasileiro vem conduzindo o processo. Esse movimento pretende recorrer à Justiça para assegurar maior participação dos beneficiados – moradores dos municípios de Cujubim e Itapuã, localizados no entorno da área, e fracionamento dos lotes a serem licitados para que empreendedores de Rondônia também possam participar da exploração da Flona Jamari -.

O deputado entende que o processo construído até agora pelo órgão federal, privilegia conglomerados “alienígenas” ( de outros estados), trata Rondônia e seus representantes como unidade federativa “periférica” (já que não tem sequer convidados as autoridades no Estado para participarem das audiências previstas pela Lei de Gestão de Florestas Públicas), e a minuta do edital não especificou claramente, ainda, questões como exploração do subsolo, por exemplo. Por essas razões, diz, o movimento está atento e recorrendo da Justiça.

“O mais importante é que houve esse adiamento e haverá novas reuniões. Esperamos que dessa vez, seja dado ampla divulgação dos locais e horas dessas audiências e que sejam feitas mobilizações. Infelizmente, vieram com tudo feito, discutiram com meia dúzia de pessoas que não tinham conhecimento do que se tratava sobre promessa de empregos e renda, não deram satisfação nem convidaram os representantes do Estado para a discussão e foram embora como se tivessem o respaldo do nosso povo para dar prosseguimento a empreendimento tão importante, mas que assegura até momento o direito de conglomerados levarem nossas riquezas e deixarem o prejuízo da eventual destruição ao povo de nosso Estado”, afirma Amorim.

Fonte: Yodon Guedes

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