Quinta-feira, 25 de agosto de 2011 - 05h04
Na manhã desta quarta-feira, 24, centenas de estudantes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) do campus de Rolim de Moura, realizaram uma manifestação denunciando as péssimas condições de funcionamento dos cursos e a precariedade de infraestrutura. Pelas ruas do centro de Rolim de Moura, com faixas, cartazes e palavras de ordem apresentavam à população uma pauta de reivindicações extensa: falta de salas, arrocho salarial de professores,
falta de laboratórios para aulas práticas, falta de professores para suprir as necessidades de cada curso, falta de acervo bibliográfico; despreparo e falta de infraestrutura para alunos portadores de necessidades especiais; falta de carteiras para as salas já insuficientes, entre outras denúncias. A manifestação teve apoio da maioria dos professores do campus que neste dia 24 acompanharam à agenda do Sindicato Nacional dos Docentes (ANDES), que convocou uma paralisação em todas as Universidades e Institutos Federais de todo o Brasil. Desde terça-feira, 23, as atividades da UNIR em Rolim de Moura estão paralisadas.
Além disso, denunciaram que a reforma porque passou o campus foi apenas uma “maquiagem” e que atualmente existem três obras paradas de prédios que deveriam ser para atender os novos cursos implantados através do REUNI (Um Programa de Expansão do Governo Federal). Outro questionamento por parte dos acadêmicos é a de que a UNIR anunciou a criação de um Curso de Engenharia Florestal no campus de Vilhena, sendo que o curso já existe em Rolim de Moura e sequer tem estrutura e quadro completo de professores: “uma expansão irresponsável”, afirma uma acadêmica de Engenharia Florestal, que estava indignada. A indignação conseguiu reunir estudantes de todos os cursos do campus: Pedagogia, História, Medicina Veterinária, Agronomia e Engenharia Florestal, que enfrentam problemas similares.
Segundo o apurado pela imprensa local, os estudantes estão sendo obrigados a pagar combustível e diária de motorista para atividades de campo, pois, segundo informam, a Universidade afirma não ter recursos disponíveis para isso. Estudantes são constantemente assediadas ao pegarem carona para as aulas de campo em outra unidade da UNIR que funciona a 15 quilômetros da cidade, uma humilhação por que passam as estudantes que não tem dinheiro para o transporte. No entanto, no último mês, o Reitor da UNIR, Januário Amaral, viajou com recursos da Universidade - segundo consta nos boletins de serviço da Instituição – até para a Europa. “Não sobra dinheiro para as despesas de passagem, combustível, diárias para acadêmicos e até para reuniões do Conselho Superior, pois o Reitor gastou tudo com suas viagens ao exterior”, afirma uma acadêmica de Pedagogia.
PROTESTO DENUNCIA POSSÍVEL FRAUDE E INSTABILIDADE CONTINUA
“Queremos saber onde está a verba do REUNI”, dizia um cartaz dos manifestantes. As denuncias de que as obras estão paradas por falta de recurso, associadas a diversas denúncias envolvendo a UNIR, fazem supor que existe uma série de irregularidades que precisam ser investigadas pelos órgãos de controle externo da União. Circula entre acadêmicos e professores a informação de que poderia haver tráfico de influência envolvendo empreiteiras, proprietários de imóveis a serem adquiridos pela UNIR e até mesmo parlamentares que se beneficiariam de tais negócios envolvendo recursos da UNIR.
Desde 2010, há um clima de instabilidade envolvendo estas denúncias, quando acadêmicos do curso de Pedagogia realizaram uma greve reivindicando explicações e melhorias para seu curso. Ainda em 2010, há quase um ano, que o campus de Rolim de Moura tem Diretores Pró-Tempore, indicados pelo Reitor da UNIR e que não foram eleitos pela comunidade acadêmica. Com a crise institucional, os atuais diretores indicados acabaram por solicitar exoneração de seus cargos e a comunidade acadêmica reivindica uma Direção eleita por estudantes, professores e técnicos, conforme a legislação da Universidade.
Sem obter respostas concretas, a tendência de explodir uma Greve de estudantes, que somada a greve de Docentes das Universidades Federais e Institutos Federais é quase iminente. A avaliação do Movimento Estudantil é a de que, sem uma resposta concreta e prática para as reivindicações, a tendência é a de que estudantes curvem os braços e até ocupem a Reitoria da UNIR, caso o reitor não se posicione.
Fonte: Cebraspo
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