Quarta-feira, 15 de outubro de 2008 - 14h22
Cerca de 1.500 produtores rurais do distrito de Nova Londrina, em Ji-Paraná, vão participar pela primeira vez de um mutirão para recolher embalagens de agrotóxicos descartadas nas lavouras, pastagens, fundos de quintal ou em áreas inapropriadas para o descarte destes materiais.
A iniciativa é da Emater/RO na localidade e acontece no próximo dia 25, quando, segundo Dimas Cerroni, chefe do escritório local, serão instalados dois postos de coleta, um na Vila Santo Antônio, pela manhã, e outro na própria sede da Emater, no período da tarde.
Este trabalho atende a uma determinação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, pois, a partir de 1º de janeiro de 2009, nenhuma embalagem utilizada, de qualquer tipo de defensivo agrícola, poderá ser entregue para devolução se não estiver acompanhada da respectiva nota fiscal de compra, explica Dimas.
Como existe um grande número de embalagens de herbicidas, fungicidas e produtos para sanidade animal espalhados nas centenas de pequenas propriedades locais, uma das mais produtivas da área região central do estado , e como a maioria dos produtores, sem ter ciência da exigência legal, não guardaram as Notas Fiscais, a Emater enxergou nesta janela de tempo daqui até o início do próximo ano, uma oportunidade para regularizar a situação.
Segundo o engenheiro agrônomo Alexandre Aguiar, também da equipe da Emater e que irá participar dos trabalhos, o recolhimento obedece a uma sistemática que começa na fábrica, passa pelo comerciante até fechar o círculo, com a participação imprescindível dos agricultores: Quando o defensivo agrícola sai da loja, o produtor recebe, junto com a nota fiscal, um receituário agronômico, que lhe permitirá fazer a devolução da embalagem vazia, tudo dentro da lei.
Em Ji-Paraná, funciona uma associação de empresas revendedoras de produtos desta natureza, que se responsabiliza em manter uma unidade de prensagem na cidade, para onde deverão ser encaminhados todas as embalagens, por iniciativa do próprio produtor, a partir do início do próximo ano. Depois de pré-processado na cidade, todo o material é despachado para fábricas de produtos elétricos (conduítes) no Sul do país, para serem reciclados e reaproveitados.
Fonte: Decom
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