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Cremero constata caos no hospital de Ouro Preto


 
Fiscalização encontra cenário de terra arrasada no único hospital público do município

O Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) classificou como lastimável a situação do hospital ‘Drª Laura Maria Carvalho Braga’, o único hospital público para atendimento à população de Ouro Preto do Oeste e alguns municípios vizinhos. “Esse hospital não tem condições de realizar sequer um curativo”, aponta decepcionado o conselheiro José Hiran Gallo, diretor-tesoureiro do Conselho Federal de Medicina (CFM), que foi designado pela presidente do Cremero, médica Inês Motta, para fazer a fiscalização com os conselheiros Almerindo Brasil e Manuel Lamego.

Ao entregar, no último sábado, 7, ao prefeito Alex Testoni, cópia do relatório da fiscalização realizada no hospital em dezembro, os conselheiros do Cremero recomendaram ao prefeito empenho e urgência na recuperação das instalações e na aquisição de equipamentos básicos para prestação de serviço de saúde à comunidade.

Com cerca de 30 anos de experiência na medicina, o conselheiro Hiran Gallo disse que jamais viu tanto descaso com um serviço essencial à população como acontece no hospital de Ouro Preto do Oeste. “Os órgãos competentes precisam apurar com todo rigor a bandalheira que fizeram com esse hospital, relegando a população carente a imensas dificuldades ao precisar de atendimento médico”, protestou Gallo. Ele acrescenta, no entanto, que, pelo que se observa, existe boa vontade e determinação da atual administração para recuperar o hospital e deixá-lo em condições de prestar atendimento ao público.

Conforme relatório de fiscalização do Cremero, a situação do hospital é das mais caóticas e de completo abandono, conforme foi ouvido de alguns funcionários. Durante a fiscalização realizada no dia 22 de dezembro, os conselheiros do Cremero encontraram um cenário de terra arrasada. Farmácia sem medicamentos e sem condições de acomodar um estoque mínimo de remédios; lixo hospitalar acondicionado sem os mínimos cuidados, o que traz risco à saúde da população; pronto socorro em péssimo estado, sem luminosidade, portas enferrujadas, trancadas por cadeados e equipamentos sucateados; banheiros com instalações danificadas e uma fossa estourada no corredor entre as duas alas do hospital; e leitos hospitalares danificados, com camas velhas e amontoadas; cozinha sem nenhum alimento e uma lavanderia sem produtos para higienização.

Os conselheiros do Cremero foram informados pelo prefeito e pelos servidores que ele nomeou para fazer uma reforma de emergência no hospital que, no apagar das luzes da administração anterior, foram gastos cerca de 800 mil reais no hospital. Entretanto, ninguém sabe explicar ou apontar onde foram aplicados esses recursos.

Em nome do Cremero, os conselheiros se colocaram à disposição para contribuir no que for necessário e se comprometeram em retornar ao município para acompanhar o funcionamento do hospital.

Fonte: Carlos Araújo – MTb 162-RO

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