Porto Velho (RO) domingo, 20 de setembro de 2020
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Confúcio destaca ações que mudaram a cara do Estado


Os entrevistadores basearam suas perguntas sobre os seguintes temas: greves, saúde, transporte aéreo para o interior, agenda do governador, educação indígena, estradas, sistema penitenciário, manifestações populares e Operação Apocalipse.

Greves – O governador Confúcio Moura explicou aos jornalistas que as greves requereram uma negociação inteligente e estratégica, uma vez que o governo precisa estar atento a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impõe limites aos gestores para os gastos. “Negociamos dentro das possibilidades observando que não houvesse prejuízos para os servidores, para a população ou para o governo do Estado”.

Saúde – Questionado sobre a saúde do Estado, Moura enfatizou que o quadro atual em nada se compara ao que ele encontrou ao assumir o governo em 2011, mas também não atingiu o nível desejado, mas que tem lutado para isso. Ele mencionou o hospital de Guajará-Mirim, cuja pedra fundamental foi lançada recentemente e que vai atender não só a população do lado brasileiro, como também os moradores do outro lado da fronteira. Segundo o governador, a previsão é de que o Estado construa para a administração municipal atuar; o hospital de Ariquemes, que já foi licitado; o Hospital de Urgência e Emergência de Porto Velho, prestes a ser licitado. Entre os que estão em funcionamento, ele lembrou o de Cacoal, que “além de bonito e elegante, não perde pra nenhum hospital da Amazônia”. O hospital tem metas e pretende, segundo o chefe do Executivo, melhorar ainda mais o desempenho.

Quanto a contratação de médicos para atender as regiões mais carentes do país, Confúcio Moura acha que houve uma confusão. “É claro que a prioridade é para os profissionais brasileiros”, afirma.

Cancelamento de vôos para o interior - O governador destacou que a manutenção de vôos regionais, especialmente nas principais cidades é fundamental. Ele anunciou que o Estado dispõe de um orçamento de R$ 86 milhões para o setor. E que quanto a retirada do incentivo do ICMS sobre a querosene às empresas que operam vôos regionais, o benefício é aplicado por prazo limitado e que Rondônia retirou o mesmo por manifestação do Ministério Público e Tribunal de Contas, mas que pensa em submeter a matéria à Assembléia Legislativa nos próximos dias, afim de ampliar o prazo.

Agendas – O governador justificou a necessidade de fazer constantes viagens aos municípios devido aos assuntos prioritários que precisa tratar. Segundo ele, apesar de Rondônia ter apenas 1,5 milhão de habitantes, sua extensão territorial é muito grande, o que demanda tempo em suas viagens. Ele lembrou a agenda deste final de semana que incluía além de Vilhena, Ji-Paraná, São Miguel do Guaporé e Rolim de Moura.

Educação indígena – No item educação, os entrevistadores optaram por especificar a educação indígena como tema. O governador falou sobre as nove escolas em aldeias, sobre a contratação de professores indígenas, para que ensinem além do português a língua nativa, para que não se perca. Falou sobre a recuperação da Escola Abaitara em Pimenta Bueno, que se tornará um modelo de escola de ensino técnico.

Sistema penitenciário - Plantando a Liberdade é o nome do programa de governo que tem como meta o resgate da cidadania de apenados em condições de trabalho. O governador ressaltou que várias Secretarias estão trabalhando com apenados e até alguns prefeitos já estão aderindo. Ele citou o exemplo do Deosp, que está profissionalizando muitos apenados nas frentes de trabalho.

Informou que as aulas com os presos serão retomadas e convidou os líderes do Sesi, Senai, Sesc, Senac e Sebrae a participarem dessa parceria. “É importante que essas pessoas ao cumprirem a pena a elas impostas, voltem para casa reintegrados com a sociedade e com trabalho”, destacou.

Manifestações – Confúcio Moura diz que é legitimidade da democracia levar o povo a rua para protestar por algo que não concorda, mas teme pela infiltração de aproveitadores que usam os movimentos em causa própria, lembrando os últimos episódios registrados na zona Sul do Rio de Janeiro. Ele disse se preocupar com a diversificação de reivindicações em um único movimento, lembrando que o Brasil tem uma democracia muito jovem e que acaba ameaçada.

“A democracia não é perfeita, mas ainda é o melhor sistema”, e disse que espera que as próximas manifestações além de pacificas conduzam uma pauta básica.

Estradas - A recuperação de estradas vicinais é um projeto que deu certo, porque facilita a saída da produção e ela vai continuar em andamento, garante o governador.

Ao assumir a administração, Confúcio disse que encontrou 240 máquinas no DER, “hoje são mais de 500”, comemora. Eram cinco mil estradas mestras e agora são 10 mil. Através do Projeto Mão Amiga, o Estado tem socorrido as prefeituras emprestando máquinas para abertura e construção de estradas vicinais.

Nas rodovias os trabalhos não param, com obras maiores feitas em parcerias, com a utilização de asfalto próprio, que barateia os custos, como a Estrada de Buritis. “Com as estradas em obras, o escoamento da produção é um sucesso”, garante o Governador.

Meio ambiente - O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um programa que tem sido perseguido de perto pelo Governo da Cooperação. Confúcio Moura explica que ele trata da dignidade do produtor, uma vez que a regularização é o RG da sua área. O projeto do governo é regularizar o maior número possível de terra, porque valoriza e vai contribuir para o crescimento do PIB rondoniense.

E conclama aos pequenos agricultores a procurarem a Emater, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e as prefeituras para que possam se regularizar. Quanto aos médios e grandes, precisam mesmo buscar orientações com profissionais técnicos, como engenheiros florestais.

Operação Apocalipse – Um dos assuntos mais aguardados na entrevista foi sobre a operação desencadeada no início de julho, que levou alguns acusados à prisão. Confúcio Moura explicou aos jornalistas que ele autorizou a Polícia Civil que conduzisse a operação, sem se importar com quem seria atingido. Segundo ele, a origem da operação foram denuncias de cidadãos contra o tráfico de entorpecentes e o crime organizado. Ele destacou que todos estão sujeitos aos poderes do Estado, que tem as suas prerrogativas e uma delas é fiscalizar. “É dever da Polícia investigar”, aponta.

Para o governador, este é um processo histórico nunca visto envolvendo a Polícia Civil, o Ministério Público, a Polícia Federal e outros órgãos vinculados.

“Nosso compromisso é com o desenvolvimento do nosso Estado”, finalizou a entrevista que teve uma hora de duração.

Fonte: Alice Thomaz /  Decom

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