Sexta-feira, 3 de abril de 2009 - 17h05
O governador Ivo Cassol recebeu na manhã desta sexta-feira (03), no Palácio Presidente Vargas, em Porto Velho, o ministro da Saúde José Gomes Temporão. No encontro foi firmada uma parceria para um investimento de R$ 35 milhões em equipamentos para o Hospital Regional de Cacoal (HRC). A unidade contará com eletrocardiograma, ecocardiograma e eletroencefalograma, serviços de imageologias; raios-X, tomografia computadorizada, mamografia e ressonância magnética. O serviço de apoio de diagnóstico terá ainda aparelhos de ultrassonografia e endoscopia digestiva. A meta é que o HRC funcione como o Hospital de Base Ary Pinheiro (HB). Ainda foi discutida a falta de serviços de atenção básica oferecidos pela prefeitura da Capital. "Com um investimento de R$ 35 milhões de reais, o Hospital Regional de Cacoal (HRC) atenderá uma região com mais de 800 mil habitantes. Os recursos serão utilizados na conclusão da obra. O governo de Rondônia oferecerá na unidade 160 leitos e serviços de média e alta complexidade que, atualmente, são disponíveis somente em Porto Velho. A nossa expectativa é de que, nos próximos dias, os recursos sejam assegurados através da compensação ambiental, do consórcio Madeira Energia S.A, para a construção da hidroelétrica de Santo Antonio, no rio Madeira", explicou o governador Ivo Cassol.
Atendimento em média e alta complexidade
O hospital regional atenderá especialidades como ortopedia, cardiologia, pediatria, neurologia, cirurgia geral, vascular e psiquiatria. O HRC oferecerá laboratório de patologia clínica, 04 salas cirúrgicas e equipes de profissionais para o atendimento em média e alta complexidade. O HRC vai agregar a demanda de serviços de saúde, das regiões de Ji-Paraná, Jaru, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena.
Unidades de Pronto Atendimento e Samu
na Capital e no interior do Estado
No encontro também foi discutida a implantação de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no interior e na capital. A meta são que tenham dois em Porto Velho, um em Jacy-Paraná e nas regionais de Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal, Rolim de Moura, Vilhena e Guajará-Mirim. As UPAs são unidades de complexidade intermediária. Seu objetivo é atender e compor uma rede organizada juntamente com o Samu. Para a efetivação o Governo do Estado está ajudando os municípios na elaboração de projetos de implantação do Samu. Para a construção das unidades o Estado irá colocar 25% do total de recursos como contrapartida. Participaram da reunião deputados estaduais, o vice-governador João Cahúlla, os senadores Expedito Júnior e Valdir Raupp, o secretário de Estado da Saúde, Milton Moreira, e todos os diretores de unidades estaduais de saúde.
Falta de atendimento básico em saúde
por parte da prefeitura da capital
No encontro com o ministro José Gomes Temporão foram apresentados os números que comprovam a falta de atendimento básico em saúde por parte da prefeitura da capital. Os dados mostram que esse fator sobrecarrega as unidades estaduais de saúde. O estado espera que Porto Velho cumpra suas obrigações definidas e pactuadas. O Governo Federal é responsável pela arrecadação e repasse de recursos para estados e municípios. O Governo do Estado faz as ações de alta complexidade, que envolvem hospitais e tratamentos especializados. As prefeituras têm a obrigação de realizar o atendimento básico feito em policlínicas e postos de saúde. "A grande maioria dos atendimentos é de baixa complexidade e deveriam ser atendidos nas policlínicas e postos municipais, pois são obrigações da atenção básica. Cada um tem que fazer a sua parte. O Estado está fazendo a sua e ainda mais, pois está realizando serviços e gastando recursos que deveriam ser obrigação da prefeitura da capital. Uma situação cômoda para o município, que não faz sua parte quanto à saúde e deixa todo o ônus nos ombros do Estado", disse Milton Moreira, secretário de Estado da Saúde.
Os números mostram a falta de atendimento. Em 2008 o Hospital Estadual e Pronto-Socorro João Paulo II (JPII) atendeu 62.239 pessoas, destas 86% de Porto Velho e em sua maioria para serviços ambulatoriais, que deveriam ser realizados pelos postos de saúde da prefeitura. No Hospital de Base Ary Pinheiro (HB), no ano passado, 79,6 % dos pacientes eram da capital. No mesmo período o Cemetron atendeu 4068 pessoas de Porto Velho o que representou 91,2% dos serviços realizados. Mas o maior volume de pacientes da capital está no Hospital e Pronto-Socorro Infantil Cosme e Damião. Em 2008 a unidade atendeu 59.903 crianças. Do total, 54.057 eram de Porto Velho, o que representou 94,9% dos serviços.
Atenção básica está muito ruim
e precisa ser ampliada e melhorada
"Após esse encontro com o governador irei conversar com o prefeito de Porto Velho. Precisamos que todos atuem em conjunto, pois dessa maneira a população será beneficiada. De fato, a atenção básica da capital está muito ruim e precisa ser ampliada e melhorada. Essa é nossa intenção. Queremos que as três esferas trabalhem em parceria, com cada um desenvolvendo suas obrigações", afirmou o ministro José Gomes Temporão.
Fonte: Decom
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