Porto Velho (RO) domingo, 20 de setembro de 2020
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BAIXA UMIDADE DEIXA RONDÔNIA EM ESTADO DE ATENÇÃO


  
Os efeitos da baixa umidade relativa do ar já são notórios em grande parte do Brasil, inclusive em Rondônia, que tem registrado umidade abaixo de 30% no sul do Estado.

Daniel Panobianco - A região sul de Rondônia vem enfrentando ao longo desta semana, dias muito quentes e secos. As temperaturas têm passado facilmente dos 31°C na cidade de Vilhena, quando a média seria de 27°C.

A umidade relativa do ar também caiu bastante. Na sexta-feira, Vilhena entrou em Estado de Atenção por conta da secura no ar. A umidade registrada no aeroporto Brigadeiro Camarão foi de apenas 28%, às 14 horas, estando abaixo dos 65% recomendados pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

Valores de umidade entre 20% e 30% são considerados como Estado de Atenção; Entre 12% e 20%, como Estado de Alerta e abaixo de 12%, como Estado de Emergência.

Neste inicio de semana a umidade volta a ficar abaixo de 30% nas regiões de Vilhena, Cacoal, Pimenta Bueno, Rolim de Moura, Ji-Paraná, São Miguel do Guaporé e Costa Marques. A SEDEC (Secretaria Nacional de Defesa Civil) mantém o Estado de Atenção sobre estas regiões.

A recomendação dos médicos é a ingestão de muita água, evitar exposição prolongada ao sol e aumentar o uso de soro fisiológico nas narinas e olhos.

Grande parte das pessoas sente de imediato a secura no ar. As narinas trancam, algumas apresentam sangramento, os olhos ardem muito e a pele fica escamada. Crianças e idosos, principalmente, sofrem com os efeitos da seca.

Outra medida paliativa que ameniza os efeitos da estiagem é colocar uma bacia com água no quarto à noite, ou uma toalha umedecida na cabeceira da cama ou em uma cadeira. Como o ar está muito seco, toda a umidade contida na bacia ou na toalha evapora melhorando a sensação dentro do ambiente fechado.

Não é recomendado manter plantas naturais dentro de casa. Durante o dia, no processo de fotossíntese, as plantas são como nós. Respiram o oxigênio e liberam o gás carbônico. À noite elas invertem a filtragem do ar. Respiram o oxigênio e liberam o gás carbônico, o que aumenta ainda mais a sensação de secura e falta de ar dentro do ambiente.

Segundo previsões climatológicas realizadas pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) de Brasília e o CPTEC/INPE (Centro de Previsões de Tempo e Estudos Climáticos) de Cachoeira Paulista-SP, o período de seca este ano deve apresentar vários extremos, tanto de picos de frio e calor intenso, quanto de valores muito baixos de umidade relativa do ar.

Como ainda tivemos chuvas uniformes durante o mês de maio, a disponibilidade hídrica do solo é satisfatória, embora agora não chova mais. A informação de uma estiagem mais severa que a do ano passado, divulgada recentemente por um centro de pesquisa local, NÃO é cogitada pelo CPTEC/INPE e INMET, segundo informou o pesquisador Alberto Stzer do grupo de Monitoramento de Queimadas e Gases Antropogênicos do CPTEC/INPE e o diretor do INMET, Luis Cavalcanti.

A estiagem em Rondônia é fato, é um fenômeno natural, típico do ciclo de renovação das estações, mas estiagem prolongada e agravada não é avistada pelos dois maiores centros de pesquisa e referência em Meteorologia da América Latina.

Dados: REDEMET – CPTEC/INPE – INMET
Fonte: AMAZONIAOVIVO.COM

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