Quarta-feira, 2 de julho de 2008 - 12h04
Dois motivos, afirma o deputado federal Ernandes Amorim (PTB), o fizeram lançar seu nome na convenção partidária pela disputa do cargo de vereador em Ariquemes: os apelos da direção partidária que avalia boa densidade eleitoral da postulação e, com isso, espera fazer o maior número de eleitos; e a idealização de um movimento para organizar a sociedade "de baixo para cima", para cobrar políticas que respeitem e contemplem as 21 milhões de pessoas que vivem e trabalham na Amazônia.
Esses foram os porquês, dados por ele, durante entrevista em Ariquemes, logo após ter posto seu nome para homologação na disputa.
O parlamentar reclama do tratamento do Governo Federal à bancada federal de Rondônia, "um total menosprezo" e também da lentidão em aplicar políticas que contemplem a população amazônida, principalmente os produtores no Estado, em harmonia com o conceito de sustentabilidade. "Nessa situação de pressões internacionais de ong's e da falta de clareza do governo no que fazer, só quem tem sofrido são os produtores da região. Ao invés de políticas como regularização fundiária, da questão mineraria, da questão indígena, apenas promessas; vivemos um estado policialesco que marginaliza quem vive e trabalha na Amazônia".
Para reverter esse quadro, idealiza Amorim, só a sociedade se organizando em movimentos sociais. "Atualmente uma LCP (Liga de Camponesa Pobre) tem mais poder e recebe mais benefícios do quem realmente produz alimentos nesse Estado. Enquanto o produtor está desorganizado, sem crédito e ainda sendo preso, organizações criminosas como essa que se utiliza de guerrilha são beneficiadas por programas e protegidas pelo Estado brasileiro. Enquanto o Governo busca punir comandante do Exército, vendilhões da pátria instalados dentro do Poder Público dão inicio a internacionalização da Amazônia, dando de mão beijada a Flona Jamari a grupos estrangeiros em detrimento dos que aqui vivem. Contra esses absurdos temos lutado, mas chegou a hora de se iniciar esse movimento de conscientização de nossos produtores, na base, no município, para que se organizem e, juntos, lutarmos como força organizada contra essa indiferença".
Além dessa situação, Amorim também reclama das posições diferenciadas dos próprios ministros quando se trata da Amazônia. Enquanto Carlos Minc (Meio Ambiente) e Tarso Genro (Justiça) levam a frente o estado policialesco, com novas sanções, ameaças, punições e prisões, os ministros Reinhold Stefhanes (Agricultura) e Nelson Jobim (Defesa) fazem discursos mais flexíveis em favor de políticas que combinem a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico na região. "Ninguém se entende, e nem há respeito aos nossos produtores. Ou nos organizamos e partimos também para ofensivas de pressões, ou vamos viver tutelados, a mercê da esmola, enquanto Ongs e o capital estrangeiro tomam conta do que é nosso", afirma o deputado.
Fonte: Yodon Guedes
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