Porto Velho (RO) sexta-feira, 19 de agosto de 2022
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Wolfowitz diz ter ficado satisfeito ao ser reconhecido que agiu de boa-fé


Agência O Globo WASHINGTON - O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, que renunciará no dia 30 de junho, disse nesta quinta-feira estar satisfeito pelo fato de o Conselho Executivo da instituição ter reconhecido que ele agiu de boa-fé no escândalo sobre o salário de sua namorada. Em um comunicado de cinco páginas, no qual confirma sua renúncia, Wolfowitz disse que o próximo presidente do BM terá seu "pleno apoio" e expressou sua confiança de que a crise das últimas semanas servirá para uma reforma interna da instituição. A crise permitirá identificar "algumas das áreas de Administração e de recursos humanos nas quais são necessárias reformas", declarou. O ex-número dois do Pentágono sustentou que "a mudança não é algo que deva ser temida, é algo a qual se deve dar boas-vindas". A mudança, declarou, "é a chave para manter esta grande instituição como algo relevante e efetivo no futuro e para responder às necessidades dos pobres do mundo e de toda a humanidade". Wolfowitz, que citou as conquistas da entidade multilateral durante seu mandato, também disse estar satisfeito por, após examinarem todas as informações, os diretores executivos do Banco terem aceitado suas garantias que agiu "de forma ética e de boa-fé". O agora ex-presidente do Banco Mundial afirmou que agiu com ética e de boa-fé "no que pensava que era o melhor para a instituição, incluindo a proteção dos direitos de um valioso membro do elenco". A crise está ligada à promoção e ao aumento salarial da namorada de Wolfowitz, Shaha Riza, que trabalhava para o Banco Mundial quando ele assumiu a Presidência da entidade financeira. Três meses depois, em setembro de 2005, Riza foi transferida para o Departamento de Estado americano para evitar um conflito de interesses, embora tenha permanecido na folha de pagamento do Banco Mundial. Seu salário passou de quase US$ 133.000 para US$ 180.000 e com a primeira revisão anual sua retribuição alcançou US$ 193.590, mais que o dobro estabelecido pelas normas internas do BM. Em comunicado, o Conselho Executivo do Banco anunciou nesta quinta-feira a renúncia de Wolfowitz para o dia 30 de junho. O Conselho reconheceu em seu comunicado que Wolfowitz atuou de boa-fé. - (Wolfowitz) nos garantiu que agiu de forma ética e de boa-fé no que ele achava que era o melhor interesse da instituição e nós aceitamos - diz o comunicado do Conselho Executivo, formado por 24 diretores que representam os 185 membros da entidade. O comunicado diz que as outras pessoas envolvidas na mudança temporária de Riza para o Departamento de Estado e as condições da mesma também atuaram de boa-fé. Logo após o anúncio de Wolfowitz, o presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou que anunciará "em breve" seu candidato para o Banco Mundial. O presidente do Banco Mundial costuma ser um americano, e o diretor-gerente de sua instituição-irmã, o Fundo Monetário Internacional (FMI), um europeu. O atual chefe do FMI é o espanhol Rodrigo de Rato.

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