Porto Velho (RO) segunda-feira, 13 de julho de 2020
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Risco-país avança 3,85%, aos 189 pontos, sob efeito da China


Ahência O Globo SÃO PAULO - O risco Brasil mostrava deterioração nesta jornada, afetado pelo nervosismo dos investidores acerca da forte queda vista no mercado acionário chinês. Às 13h30, o EMBI+ Brasil, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, aumentava 3,85%, aos 189 pontos. Ontem, o risco-país fechou aos 182 pontos. O indicador é considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira. Nesta terça-feira, rumores sobre novas medidas do governo da China para limitar os investimentos especulativos no país e boatos sobre a saída do titular da comissão que regula o mercado de ações chinês, combinados com um forte movimento de realização de lucros, derrubaram os principais índices acionários naquele mercado. O Shanghai Composite Index cedeu 8,8%, a 2.771,79 pontos, a maior queda em dez anos. Conforme explicou o gerente de renda fixa do Banco Prosper, Diego Beleza, as perdas na China levam investidores a reduzirem suas posições em outros mercados emergentes - como é o caso do Brasil - para amenizar os prejuízos. Isso acaba afetando o desempenho do risco Brasil. Além disso, os rumores de novas ações para controlar investimentos naquele país geram temores de desaceleração daquela economia, o que respingaria no quadro global, acrescentou, notando que isso também elevaria a aversão a risco. No mercado secundário de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 era transacionado a 133,688% do seu valor de face, com queda de 0,33%. O segundo papel mais representativo do índice do JP Morgan, o Global 18 ou A-Bond (Amortizing Bond ou Bônus de Amortização), marcava 111,875% do seu valor de face, com declínio de 0,22%. Sobre o EMBI+ Brasil O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo. O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco-Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA. Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como " arriscado " deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco. (Valor Online, com agências internacionais)

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