Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Mundo - Internacional

Presidente da Síria considera ilegais os bombardeios do Reino Unido no seu país



Da Agência Lusa

Os bombardeios aéreos feitos desde quinta-feira (3) pelo Reino Unido contra o grupo extremista Estado Islâmico na Síria são “ilegais” e “farão o terrorismo espalhar-se”, afirmou o presidente sírio, Bashar Al Assad, em entrevista publicada hoje (6) no jornal Sunday Times. “Isso é prejudicial, ilegal e será uma forma de ajuadar o terrorismo [a espalhar-se], como aconteceu desde o início da intervenção da coligação há um ano, ou mais”, declarou Assad. “Você não os pode derrotar somente com bombardeios aéreos. Você não os pode derrotar sem a cooperação com tropas em terra. Você não os pode derrotar se não tiver a aprovação do povo e do governo”.

O presidente sírio também ironizou os "70 mil combatentes sírios moderados" mencionados pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, em que a coligação poderia apoiar-se em terra. “Onde estão eles? Onde estão os 70 mil combatentes moderados de que ele fala? Não há 70 mil. Não há nem 7 mil", afirmou.

Bashar Al-Assad, em contrapartida, elogiou a intervenção russa no seu país, descrevendo-a como "legal" porque responde a "um pedido" de sua parte. "Quantas células extremistas existem agora na Europa? Quantos extremistas têm vocês exportado da Europa para a Síria? O perigo é a incubadora. Os russos compreenderam bem isso. Eles querem proteger a Síria, o Iraque, a região e mesmo a Europa. Eu não estou exagerando ao dizer que eles estão protegendo, hoje, a Europa ", disse.

Questionado sobre uma possível intervenção no terreno de soldados russos, Assad respondeu que o assunto "ainda não tinha sido discutido". “Não acho que precisamos agora [desta intervenção no solo] porque as coisas estão evoluindo com bom senso”.

O presidente sírio deixou igualmente em aberto a possibilidade de uma cooperação com os países ocidentais, se estes estiverem “verdadeiramente prontos a ajudar a combater o terrorismo”. "Nós somos pragmáticos. Em última análise, queremos resolver a situação na Síria e evitar mais derramamento de sangue".

Questionado se iria concorrer à presidência de seu país, em caso de eleições, respondeu que, "se não se chegar a um acordo sobre esse processo, eu sou como qualquer outro sírio, com o direito a candidatar-me". "Minha decisão será baseada na minha capacidade de agir e [depende de saber] se eu tenho o apoio do povo sírio", avaliou.

Gente de OpiniãoSexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Trump ataca Venezuela e diz que Maduro foi capturado

Trump ataca Venezuela e diz que Maduro foi capturado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (03) um ataque em larga escala à Venezuela. A capital Caracas e outras cidades

Samuel Saraiva apresenta ao Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos proposta legislativa sobre o uso do polígrafo como instrumento complementar de defesa em processos civis e criminais Americano

Samuel Saraiva apresenta ao Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos proposta legislativa sobre o uso do polígrafo como instrumento complementar de defesa em processos civis e criminais Americano

Washington, DC | 16 de dezembro de 2025 — O cidadão norte-americano Samuel Sales Saraiva submeteu formalmente ao Comitê Judiciário do Senado dos Est

Do Brasil à US Navy: A Epopeia de Graciela Saraiva, 12 Anos Depois

Do Brasil à US Navy: A Epopeia de Graciela Saraiva, 12 Anos Depois

O destino colocou a neta do ex-combatente Capitão, *Jairo de Freitas Saraiva nas fileiras da Marinha dos Estados Unidos. Ela passou a servir justame

Consultora política rondoniense Nani Blanco está entre as 100 mais influentes do mundo, segundo revista americana

Consultora política rondoniense Nani Blanco está entre as 100 mais influentes do mundo, segundo revista americana

A publicitária e estrategista política Nani Blanco, natural de Rondônia e radicada em Brasília, foi reconhecida entre os 100 consultores políticos

Gente de Opinião Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)